Proteger a sua calma também é um ato de amor-próprio
Proteger a sua calma também é um ato de amor-próprio.
Nem toda batalha merece a sua energia.
Nem toda explicação merece a sua entrega.
Nem todo ambiente merece a sua permanência.
Com o tempo, a alma amadurece e entende que paz não é fraqueza, é sabedoria. Há pessoas que não querem compreender, apenas reagir. Há olhares que não admiram, apenas invejam. Há lugares que não acolhem, apenas desgastam. E insistir nisso é violentar o próprio coração.
Não discutir com quem já decidiu não te entender é preservar a própria luz.
Não explicar a sua vida a quem não sustenta as suas dores é honrar a sua intimidade.
Não buscar aprovação onde só existe competição disfarçada é reconhecer o próprio valor.
Não querer ser herói nas histórias alheias é entender que nem toda salvação depende de você.
E não permanecer onde a sua dignidade não tem espaço é finalmente lembrar quem você é.
Muita gente confunde paz com passividade.
Mas, na verdade, paz é limite.
É discernimento.
É saber a hora de silenciar, a hora de sair, a hora de se recolher e a hora de não se abandonar mais.
Sua calma é sagrada.
Sua energia é preciosa.
Sua dignidade não pode ser negociada para caber em ambientes que diminuem a sua alma.
Às vezes, a maior prova de evolução espiritual não está em suportar tudo.
Está em perceber, com serenidade, o que já não merece mais acesso ao seu coração.
Por@diarioespirita1