COP 30: ações de países são importantes, mas cada município deve discutir o que fazer para beneficiar o clima
A COP 30 está acontecendo em Belém, no Pará, reunindo líderes mundiais, pesquisadores, organizações e representantes da sociedade civil até o dia 21 de novembro. O encontro, considerado o mais importante do planeta sobre mudanças climáticas, discute metas globais de redução de emissões, adaptação aos impactos ambientais, preservação da Amazônia, financiamentos internacionais e políticas sustentáveis para os próximos anos.
O Brasil, como país-sede, ganha destaque nas negociações e na apresentação de propostas voltadas à proteção dos biomas e ao desenvolvimento sustentável. Passo Fundo está presente não só com professores, representantes políticos e participantes em geral, mas também com um exemplo mundial, a Be8, responsável por combustíveis renováveis e com poluição muito reduzida se comparados aos fósseis.
Os impactos da COP 30 foram destaque no programa Uirapuru Ecologia, no sábado, na Rádio Uirapuru. Apresentado pelo geólogo Luiz Paulo Fragomeni, o programa recebeu a professora Grace Tibério Cardoso, que possui pós-doutorado em Sustentabilidade pelo Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, doutorado em Ciências da Engenharia Ambiental pelo Departamento de Engenharia Ambiental da Escola de Engenharia de São Carlos, mestrado em Ciência e Engenharia de Materiais pelo Departamento de Engenharia de Materiais da Escola de Engenharia de São Carlos, e graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo. Atualmente é docente do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo e do Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Escola Politécnica ATITUS Educação.
A professora Grace Tibério explicou que o mundo está ficando mais quente pela ação humana e que isso precisa ser mudado. Na COP 30 são discutidas ações globais que cada país precisa implementar e que vão trazer resultados. Porém, ela alerta que é preciso promover discussões locais, onde cada cidade coloca em prática suas ações para gerar um resultado imediato no aspecto local. Lembrou que a mudança positiva do cenário climático depende de ações globais, estaduais e municipais, em conjunto, para trazer resultados efetivos.