Dia Mundial da água: boas reservas trazem desenvolvimento econômico para a cidade
No Dia Mundial da Água, comemorado nesta quarta-feira (22), o presidente do Comitê do Rio Passo Fundo e coordenador do Fórum Gaúcho dos Comitês de Bacias Hidrográficas, Claudir Luiz Alves, alerta para os cuidados com a água.
Alves disse que fomos criados com a imagem de que água nunca faltaria ou que nunca teríamos problemas com ela. No entanto, ela está distribuída de maneira desigual no país, sendo 70% do seu volume localizado na região amazônica.
Destaca que, no Rio Grande do Sul, tem regiões com muitas nascentes, mas com problemas de armazenamento e de qualidade, que é o caso da região de Passo Fundo.
Claudir Alves explica que, quando se fala em cuidado com a água, é preciso associar a proteção com o seu desenvolvimento. Disse que é preciso avançar na educação ambiental e no reflorestamento.
O presidente do Comitê destacou que o cidadão, o poder público e as indústrias precisam adotar hábitos de utilização da água residual. Cita como exemplo a dona de casa, que pode reutilizar a água da máquina de lavar na limpeza de calçadas, em vez de descartá-la no esgoto. Os projetos arquitetônicos devem conter o reúso da água da chuva.
Para Alves, é preciso também incentivar tecnologias que usem a água dos afluentes urbanos. Disse que as pessoas devem valorizar o produto água e entender os seus benefícios para o desenvolvimento da cidade e da região. Se o município não possui água em volume, quantidade e em qualidade, muitos empreendimentos não vão se instalar em Passo Fundo.
Claudir Alves também é conselheiro ambiental da Corsan, onde atua na parte de educação ambiental. Conta que há uns quatro anos, a Corsan tinha uma perda na distribuição de água em torno de 50%, hoje caiu para 40%.
A perda pode ser comercial, quando a água é utilizada de maneira incorreta, no caso de áreas de invasões, e perda física, como vazamentos. Nesses casos, a concessionária é a mais prejudicada porque gasta com energia elétrica, com era extra de funcionários e com produtos químicos para purificar a água.
Destacou que no futuro essa perda de 40%, associada à estiagem, pode impactar em todo o município e exigir novas soluções e busca de outras fontes para abastecer Passo Fundo.