Presidente da OAB Passo Fundo classifica fraude envolvendo advogados como ‘Fato Isolado’ e reforça compromisso com ética
Um grupo de 14 pessoas, sendo nove advogados, foi alvo da Polícia Civil nesta semana. Os suspeitos teriam fraudado procurações judiciais para contratar empréstimos em nome de clientes e lesar instituições financeiras. A ofensiva, batizada de Operação Malus Doctor, é da 2º DP de Porto Alegre.
De acordo com a apuração policial, o esquema movimentou R$ 50 milhões. A maior parte das vítimas são idosos e pessoas aposentadas que buscavam os advogados na esperança de renegociar juros de empréstimos junto a instituições financeiras.
Conforme a presidente da OAB de Passo Fundo, Doutora Cibele Borghetti, ela tomou conhecimento da operação pelas notícias que saíram na imprensa. Cibele afirma que a Ordem prima pela conduta lícita e ética dos profissionais do direito. Esse compromisso é firmado como um dos últimos estágios antes da pessoa se tornar advogado.
A OAB tem uma estrutura direcionada para avaliar e penalizar condutas ilícitas ou antiéticas. Essa é uma preocupação da ordem, que não se admita esse tipo de conduta dentro da advocacia. Cibele explica que os clientes podem autorizar, via procuração, que o advogado fale e tome decisões em nome dele. No entanto, o profissional não pode agir de maneira errada ou de má fé. A presidente da OAB relata que a relação entre cliente e advogado é de confiança e, por isso, os profissionais precisam honrar o juramento feito no dia da formatura.
Conforme Cibele, a OAB orienta que os advogados sejam o mais transparente possível com os clientes, explicando todas as fases de um processo, contrato ou qualquer outro serviço. O atendimento não pode, em hipótese alguma, gerar prejuízo para nenhuma das partes. Desse modo, a presidente da OAB Passo Fundo reforça que esse caso dos advogados de Porto Alegre é um fato isolado, pois a grande maioria dos profissionais trabalham dentro da ética.