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Meio Ambiente

Impermeabilização do solo urbano e seus impactos: vereadora propõe novo modelo de cidade para enfrentar alagamentos em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

A impermeabilização do solo urbano é um dos fatores que tem agravado os problemas de alagamento nas cidades brasileiras, e em Passo Fundo não é diferente. A análise é da vereadora Marina Bernardes, que participou do programa Uirapuru Ecologia, destacando a necessidade de repensar o modelo de ocupação urbana.

Segundo a vereadora, a estrutura urbana brasileira é historicamente voltada ao transporte individual, o que influenciou diretamente na forma como as cidades foram pavimentadas. “Uma das razões de maior impermeabilização do solo são as nossas ruas”, afirmou. De acordo com ela, a pavimentação excessiva e a ausência de áreas verdes comprometeram a capacidade do solo de absorver a água da chuva.

A vereadora explicou que mesmo chuvas curtas, mas volumosas, têm causado alagamentos em áreas urbanas, situação que o passofundense já percebe no cotidiano. “Choveu, toda essa água que caiu no solo não foi absorvida. Porque a gente está com um solo que não está absorvendo. Está com asfalto, está com uma pavimentação. E aí joga essa água toda para o sistema pluvial”, explicou.

De acordo com Marina, o problema está relacionado diretamente à mobilidade urbana e à forma como o país priorizou o transporte rodoviário em detrimento de outros modais. Ela defende que a discussão sobre impermeabilização do solo precisa estar atrelada ao planejamento urbano, considerando alternativas de mobilidade mais sustentáveis e ocupações que permitam maior permeabilidade.

A vereadora protocolou recentemente o projeto “Minha Rua com Asfalto e Arborizada”, que busca incluir arborização como medida compensatória à pavimentação. Segundo ela, é preciso “pensar em medidas compensatórias”, como áreas verdes e jardins de chuva — pequenas bacias vegetadas que retêm e ajudam na absorção da água da chuva.

Para Marina, o atual modelo urbano não é mais suficiente para lidar com os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela expansão desordenada. “Um modelo novo de cidade é urgente. Ele se mostra cada vez mais necessário. Porque o nosso modelo de cidade não dá conta”, afirmou.

A proposta da parlamentar é que novos projetos contemplem o equilíbrio entre mobilidade, qualidade de vida e sustentabilidade, com soluções que permitam a convivência entre a infraestrutura urbana e o meio ambiente.