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Meio Ambiente

Mudanças climáticas: tragédias e alertas ignorados exigem ação baseada na ciência

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A humanidade já está sofrendo as consequências das mudanças climáticas, que vieram antes do previsto. O Rio Grande do Sul foi exemplo triste destes acontecimentos, quando enfrentou a maior tragédia climática em maio do ano passado. Essa situação, para o Geógrafo Mario Mantovani, não é mais conversa de ambientalista, mas sim a concretização de informações científicas. “A natureza nunca se vingou. A natureza segue o seu curso. A gente é que não se adaptou aos sinais que ela tem passado para a gente”, disse o geógrafo durante entrevista ao programa Uirapuru Ecologia, no sábado.

Ambientalista, integrante do SOS Mata Atlântica e diretor da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente, Mário Montovani lamentou que a humanidade não tenha prestado atenção aos alertas dados há mais de 10 anos, de que não poderíamos deixar evoluir o aquecimento global. Isso acabou se concretizando em 2024 quando a temperatura da terra chegou a 1,6 graus acima da média. Ele destaca que as informações são globalizadas e indicam passos conjuntos que precisa ser cumpridos. Segundo Montovani, os ciclos climáticos não existem mais como nós conhecemos, eles se juntaram e isso não é nada bom:

Apesar de todas as tragédia, Montovani disse ser otimista em relação ao futuro, porque temos conhecimento e acesso às ferramentas mais importantes e sérias a respeito do meio ambiente. Só é preciso que as pessoas deixem de dar atenção para as fake news e olhem mais para a ciência.