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Meio Ambiente

Uirapuru Ecologia: poços para captação de água precisam de outorga

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O programa Uirapuru Ecologia do último sábado abordou o tema das reservas de água, um bem muito precioso e, muitas vezes, visto como algo infinito ou de fácil reposição. Há poucos anos, Passo Fundo vivenciou uma situação delicada quando as reservas de captação nas barragens da Corsan precisaram ser complementadas com a água da antiga Pedreira para abastecer a cidade, acendendo um alerta sobre a importância de preservar esse recurso.

Embora a água possa ser obtida por meio de poços artificiais, esse recurso pode também se esgotar. O assunto foi discutido no programa Uirapuru Ecologia do último sábado, apresentado pelo geólogo Luiz Paulo Fragomeni, que contou com a participação do também geólogo Daltro Bonatto.

Daltro explicou que mais de 50% do abastecimento de água no Brasil vem de fontes subterrâneas, sendo que em Passo Fundo esse índice chega a 60%, embora o abastecimento da cidade seja, na maior parte, por fontes superficiais. O geólogo ressaltou que os poços podem, sim, se esgotar, e, por isso, a preservação é fundamental.

Nesse contexto, o Estado está notificando os proprietários de poços para que regularizem sua situação por meio de uma outorga. O governo alerta que, com poços perfurados de forma irregular, não se sabe como as reservas subterrâneas estão sendo exploradas, o que pode comprometer o abastecimento futuro.

Daltro também destacou que, embora uma pessoa possa ser dona do terreno, ela não é proprietária da água do subsolo. A água subterrânea é considerada um bem de mineração e, portanto, um bem público. A outorga concedida ao proprietário autoriza o uso da água, mas dentro das normas de sustentabilidade e gestão adequada dos recursos hídricos.