Áreas preservadas teriam minimizado impacto de alagamentos, avalia professor
Há décadas, cientistas apontam que a natureza está sofrendo desequilíbrios pela ação humana. Seguindo um curso despreocupado e focado no avanço, a humanidade ignorou esses avisos e, neste ano, viu incrédula a maior tragédia climática do Estado devido às chuvas excessivas. O Uirapuru mantém também há muito tempo o programa semanal Uirapuru Ecologia, debatendo esses temas e informando a sociedade sobre tudo relacionado ao meio ambiente, pois a informação é a principal ferramenta neste contexto de preservação.
Na mais recente edição do programa, Ivaldino Tasca recebeu em seus estúdios o professor José Luiz de Andrade Franco, da Universidade de Brasília, que é Doutor em História Ambiental e Presidente da Fundação Pró-Natureza (FUNATURA). Ele esteve acompanhado do professor de História da UPF, Dr. Marcos Gerhardt, que explicou que o professor José Luiz veio até Passo Fundo para conversar com os estudantes da UPF.
O professor José Luiz tem grande destaque no campo da pesquisa, inclusive sobre a onça-pintada e sua relação com os humanos. Sobre o Brasil, destacou que programas pioneiros de conservação de espécies foram criados aqui. Afirmou que é um risco para a humanidade extinguir espécies. Citou o evento climático que atingiu o Estado como algo que poderá ocorrer novamente e afirmou que, na região do Guaíba, se a área tivesse sido conservada com florestas, as consequências teriam sido menores, mostrando que a biodiversidade é importante para minimizar eventos extremos.
Por outro lado, lembrou do problema social da moradia, onde muitos constroem em áreas proibidas por não terem onde ir, sendo diretamente impactados por estes eventos climáticos.