Uirapuru Ecologia aborda o Agro Plus: programa da UPF tem o objetivo de promover sustentabilidade no campo
No último sábado (01), o programa Uirapuru Ecologia, apresentado por Ivaldino Tasca, trouxe à tona uma discussão essencial para o agronegócio brasileiro: o Programa Agro Plus. Com a participação da professora Nádia Lângaro, coordenadora do Agro Plus em Passo Fundo, e da estudante de agronomia Amanda Graffi, o programa destacou os esforços para auxiliar agricultores a se adequarem às exigências legais nas áreas social, ambiental e econômica.
Nádia Lângaro explicou que o Agro Plus teve sua origem no Mato Grosso, a partir de uma iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja-MT), com a criação do Soja Plus. Inicialmente focado na gestão ambiental, social e econômica da produção de soja, o programa rapidamente expandiu seu escopo para incluir outras commodities agrícolas. Essa ampliação surgiu da constatação de que propriedades que atendiam às exigências do Soja Plus também apresentavam boas práticas na produção de outros produtos agrícolas.
O sucesso e a eficácia do programa levaram à sua implementação em diversos estados brasileiros, como Minas Gerais, Piauí, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso do Sul e, mais recentemente, no Rio Grande do Sul. Desde 2022, o Agro Plus realiza visitas e avaliações em propriedades gaúchas, promovendo uma agricultura mais sustentável e legalmente adequada. Conforme a coordenadora, a missão do programa é garantir que as propriedades rurais sigam rigorosamente as normas legais em âmbito social, ambiental e econômico. Ela enfatizou que o foco é assegurar que os produtos oriundos dessas propriedades estejam em conformidade com as normas municipais, estaduais e federais. Segundo Nádia, uma propriedade avaliada pelo Agro Plus traz um diferencial significativo para o produtor.
Amanda Graffi, estudante do quinto semestre de agronomia na Universidade de Passo Fundo (UPF) e bolsista do programa Agro Plus, compartilhou sua experiência prática. Atualmente, seis bolsistas atuam como supervisores de campo, realizando avaliações nas propriedades rurais. O processo envolve a aplicação de um checklist com cerca de 200 perguntas, abrangendo aspectos sociais, ambientais e econômicos. Essa avaliação detalhada, que dura em torno de duas horas, permite identificar como o produtor está se comportando em relação às exigências legais e ambientais.