Acadêmicos do curso de Medicina Veterinária da UPF examinam equinos
Como parte das atividades da disciplina de Doenças infectocontagiosas dos animais de produção, acadêmicos do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo (UPF) realizam exame de equinos, como everminação (administração de vermífugos), coleta de sangue e confecção de resenha equina, visando ao diagnóstico da anemia infecciosa equina e do Mormo equino. Coordenada pelo professor Dr. Luiz Carlos Kreutz, a iniciativa é realizada semestralmente. Nessa terça-feira (25/08), o grupo esteve em estabelecimentos na Avenida Presidente Vargas e, na próxima semana, estará realizando a prática na Fazenda da Brigada Militar.
De acordo com Kreutz, tanto a anemia infecciosa equina quanto o Mormo são enfermidades controladas pelo Ministério da Agricultura e pela Organização Internacional de Epizootias (OIE).
Assunto em pauta em decorrência dos casos registrados no estado e do cancelamento da participação de cavalos nos desfiles do mês de setembro, o Mormo tem preocupado a população por ser uma zoonose que pode afetar as pessoas. Para o diagnóstico do Mormo, o professor ressalta que uma parte do soro sanguíneo será enviada para um laboratório credenciado em São Paulo. “Essa atividade é importante, pois propicia ao aluno a oportunidade de exercer atividades de rotina de um médico veterinário de equinos. Além disso, por se tratar de uma atividade preventiva e que tem como alvo infecções importantes, como a anemia infecciosa equina e o Mormo, chama a atenção do aluno que no exercício da sua profissão terá que ter como foco a saúde animal, mas principalmente a saúde humana”, explica.
Outro aspecto relevante das atividades desenvolvidas é o fato de que colocam os alunos em contato com organizações da sociedade, como o Regimento Militar. “Isso permite ao futuro profissional conhecer o trabalho da Brigada Militar e a importância dos equinos no patrulhamento e nas atividades de segurança pública”, pontua Kreutz.
Para os alunos, esse é um momento de aprendizado e troca de experiências. De acordo com o acadêmico William Ribeiro, sair da sala de aula e encarar a realidade fortalece os ensinamentos passados na Universidade. “Essas atividades servem muito como aumento do aprendizado, da experiência e do convívio com aquilo que talvez façamos ao longo de nossas vidas. Essas ações práticas geram também mais segurança, ao nos colocarem frente a frente com o que acontece fora da Universidade e que podemos enfrentar no mercado de trabalho”, destaca.
Debater temas atuais e que interferem na vida da comunidade é fundamental para o aprendizado, na opinião da aluna Laís Rigo Tibola. “A importância é grande na medida em que o tema não passa despercebido na academia. Seria temerário não ser debatido e estudado algo que no momento está preocupando a sociedade. Esse tipo de ação mantém os alunos atualizados na sua área de atuação e tendo maior experiência na prática”, ressalta.