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Meio Ambiente

Uirapuru Ecologia: planejamento para enfrentar os efeitos do clima é urgente

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A recente tragédia climática que afetou o Rio Grande do Sul tornou realidade o que muitos cientistas alertaram por décadas e o que também muitas pessoas achavam ser apenas um exagero.  Com chuvas em volumes nunca antes vistos para o período, cidades se viram despreparadas para lidar com deslizamentos, desabrigados, alagamentos e desaparecidos. Até mesmo um projeto feito há quase 50 anos, em Porto Alegre, nos chamados muros de contenção, falhou e deixou a água entrar na cidade, causando a maior cheia da capital desde 1941.

Neste contexto, ficou claro que há falta de planejamento para os impactos da mudança climática e também para diminuir o seu surgimento. O programa Uirapuru Ecologia abordou este tema. O programa teve a apresentação de Ivaldino Tasca e teve como convidadas a Arquiteta e Urbanista Grace Cardoso e a Doutora em Engenharia Eletrotécnica e Computadores pela Universidade de Coimbra – Portugal, Thaisa Leal.

A Arquiteta e Urbanista Grace Cardoso disse que são necessárias duas ações : mitigar o que está acontecendo e também de prevenção e adaptação ao que o clima descontrolado, pela ação humana, poderá causar.  Citou a necessidade de políticas públicas neste aspecto, em especial o combate ao desmatamento.  Explicou que o Brasil possui um bom sistema de monitoramento para eventos extremos, que agora estão se tornando cada vez mais frequentes.

Alertou que estes eventos atingiam, no passado, pessoas que ocupavam áreas mais vulneráveis.  Agora, enchentes estão atingindo todas as áreas das cidades, mostrando a importância de planejar ações para lidar com este problema.

A Doutora em Engenharia Eletrotécnica e Computadores pela Universidade de Coimbra – Portugal, Thaisa Leal, que também integra a Comissão Municipal de Mudanças Climáticas, explicou que as cidades inteligentes usam tecnologia para melhorar a vida das pessoas, com ações planejadas usando a tecnologia a seu favor. No caso das mudanças climáticas, o monitoramento de áreas de risco e o sensoriamento remoto podem ajudar na Análise de Riscos e vulnerabilidades das cidades. Além disso, é possível usar a tecnologia para a criar um protocolo de comunicação da Defesa Civil com a população que esteja em áreas de risco.