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Meio Ambiente

Negacionismo e desmonte de políticas públicas contribuem para eventos climáticos extremos

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

Em maio de 2005, organizações internacionais alertavam de que o planeta terra poderia entrar em colapso por conta do avanço do aquecimento global. Em 2014, já se alertava que as matas ciliares estavam devastadas e que as enchentes se tornariam mais frequentes sem causas previsíveis. Foi a partir deste relato e também das recentes enchentes que devastaram parte do Rio Grande do Sul, que o programa Uirapuru Ecologia analisou como o negacionismo contribui para atrasar soluções imediatas. Para a bióloga e presidente do Gesp, Flávia Biondo, não é tarefa fácil mudar esta realidade. Vai se levar muito tempo para romper a barreira do negacionismo. Segundo ela, existem muitas alternativas :

O geólogo Paulo Cornélio, não tem dúvidas de que esta foi a maior tragédia do Brasil e que os impactos territoriais são imensos e graves. Ele lembrou que desde os anos 1970, através da sociedade Botânica e depois nos anos de 1980 com o Gesp, o movimento ecológico já vinha alertando para estes eventos extremos. Para Cornélio, a população tem que ficar atenta e saber que o Estado é necessário e que as ações são conjuntas e envolvem toda a sociedade.