Automóveis atingidos pela enchente não devem ser ligados antes de uma avaliação de um mecânico
Um levantamento aponta que cerca de 20 mil veículos foram atingidos pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Entre eles, os mais variados modelos e tempo de uso. Mas o que fazer quando um automóvel fica submerso? Quais os procedimento? O carro é perdido ou tem alguma saída? Sobre esse assunto, a Rádio Uirapuru conversou com o representante da FENABRAVE, Renato Belotti, a primeira coisa que o proprietário de um veículo atingido pela água deve fazer é retirar os cabos da bateria. Jamais o carro deve ser ligado após ficar submerso.
Em seguida, se o automóvel tem seguro, o proprietário deve acioná-lo e conversar com a corretora sobre a apólice e se os danos causados pela enchente estão na cobertura. Se o veículo estiver segurado, a partir daí quem vai cuidar dos reparos e possível ressarcimento é a seguradora.
Os carros mais novos, que ainda estão na garantia, o proprietário deve encaminhar, através de um guincho, para a concessionária responsável, sem ligar o motor. A concessionária avaliará a situação e o que fazer com aquele automóvel.
Nos casos em que o carro não tem seguro ou a apólice não cobre enchente, Renato frisa mais uma vez: em hipótese alguma ligue o automóvel. Os veículos são compostos por uma série de componentes eletrônicos e, em contato com a água, acabam danificados. Se a corrente elétrica não passar por esses eletrônicos, é possível salvar algumas partes. O indicado é colocar o veículo em um guincho e levar até um mecânico de confiança, que avaliará os danos e fará um diagnóstico da situação.
De acordo com Renato Belotti, a grande maioria desses automóveis atingidos pelas águas, deve voltar para o mercado. Os carros passarão pelos reparos necessários e serão entregues para os proprietários ou comercializados para outras pessoas.