Caos em Israel: grupo terrorista Hamas faz ataque massivo
Israel viveu neste sábado (7) um dos dias mais sangrentos de sua história, após um ataque surpresa do grupo terrorista islâmico Hamas, que lançou milhares de foguetes e invadiu cidades e vilas no sul do país. O ataque deixou mais de 900 mortos e 4.500 feridos, segundo autoridades locais.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o país está “em guerra” e prometeu uma resposta “dura e decisiva” ao Hamas.
O conflito entre Israel e Hamas tem raízes históricas e religiosas, envolvendo disputas territoriais e questões de soberania. Os palestinos, que habitam a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, reivindicam o reconhecimento internacional como um Estado independente, o que Israel se opõe.
O Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2006, é considerado um grupo terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia, e defende a destruição do Estado judeu e a libertação da Palestina.
O estopim para o ataque deste sábado foi uma série de confrontos violentos entre grupos árabes e a polícia israelense em Jerusalém Oriental, que por sua vez foram desencadeados por protestos contra a reintegração de posse de terrenos no Bairro de Sheikh Jarrah em benefício de colonos israelenses. O Hamas afirmou que o ataque foi uma resposta aos “crimes” de Israel contra os palestinos e uma forma de defender a mesquita de Al-Aqsa, um dos locais sagrados do Islã, que fica na Cidade Velha de Jerusalém.
O ataque do Hamas foi o mais intenso e abrangente desde a guerra de 2014, que durou 50 dias e deixou mais de 2 mil mortos. O grupo afirmou ter disparado pelo menos 5 mil foguetes, enquanto Israel confirmou que os combatentes do grupo entraram no seu território por terra e mar. Além disso, o Hamas mantém agora dezenas de reféns israelenses, tanto militares quanto civis, em locais desconhecidos.
Festival com pai do Alok foi alvo do ataque
Entre os alvos dos terroristas palestinos estava um festival de música eletrônica, o Universo Paralello, que acontecia no deserto de Negev, perto do Kibbutz Re-im. O evento, de origem brasileira, reuniu cerca de 15 mil pessoas e foi interrompido por sirenes, explosões e tiros ao amanhecer.
Muitos participantes do festival tentaram fugir em seus carros, mas foram alvejados por homens armados que chegaram em vans e jipes. Outros se esconderam em arbustos ou em bunkers improvisados. Alguns foram feitos reféns pelos invasores. As equipes de resgate encontraram pelo menos 260 corpos no local, além de vários feridos e desaparecidos.
Entre os presentes no festival estava o DJ Juarez Petrillo, conhecido como Swarup, pai do também DJ Alok. Ele gravou imagens do momento em que o ataque começou e as compartilhou em suas redes sociais. Ele disse que estava em choque e que era para estar tocando no momento do ataque, mas houve um atraso na escala dos shows.
Alok usou seus stories no Instagram para informar que o pai estava bem e em um lugar seguro, aguardando direcionamento para voltar ao Brasil. Ele também se solidarizou com as vítimas e condenou a violência do Hamas.
Resposta Internacional
A comunidade internacional tem manifestado preocupação com a escalada da violência e apelado por um cessar-fogo imediato. O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o ataque do Hamas e expressou solidariedade a Israel.
Ele também pediu o respeito aos direitos humanos dos palestinos e o fim da ocupação israelense.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reafirmou o apoio incondicional a Israel e disse que o país tem o direito de se defender.
Ele também ofereceu ajuda humanitária aos palestinos. Outros países, como Rússia, China, Irã e Turquia, criticaram a postura de Israel e defenderam os interesses dos palestinos.
A resposta do governo brasileiro sobre o ataque a Israel foi de condenação e solidariedade. O Ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota oficial em que repudiou a violência do grupo Hamas.
Resposta do Itamaraty
O governo também expressou condolências aos familiares das vítimas e manifestou seu apoio a Israel.
Além disso, o Brasil, que preside o Conselho de Segurança da ONU até o fim de outubro, convocou uma reunião de emergência do órgão para discutir a situação e buscar uma solução pacífica para o conflito.
O Brasil reiterou seu compromisso com a solução de dois Estados, com Palestina e Israel convivendo em paz e segurança, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas.
A nota do governo brasileiro foi elogiada por autoridades israelenses, que agradeceram o apoio do país. Por outro lado, foi criticada por grupos pró-Palestina, que acusaram o Brasil de ser parcial e ignorar os direitos humanos dos palestinos.