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Meio Ambiente

Substituição de redes antigas e combate a ligações clandestinas diminuem desperdício de água

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O desperdício de água potável no Brasil cresceu pelo sexto ano seguido, segundo um estudo. Na prática, a cada 100 litros de água captada pela natureza e tratada para se tornar potável, 40 litros se perdem por conta de vazamento. Passo Fundo tem obras constantes por parte da Corsan, justamente tentando eliminar os vazamentos. Mesmo assim eles seguem comuns na cidade.

Em entrevista na Uirapuru, o superintendente regional da Corsan, Aldomir Santi, afirmou que essa questão do desperdício de água é importante e pede reflexão e conscientização. Santi afirma que as perdas no Brasil como um todo, sendo que em Passo Fundo não é diferente, são muito altas. Além disso, ele classifica os índices como inaceitáveis. Por isso, conforme o superintendente, todos precisamos trabalhar incessantemente para reduzir o desperdício.

De acordo com ele, existem dois tipos de perdas. Um é de perdas físcias ou reais, aquelas onde a Corsan e outras empresas produzem a água, mas ela se perde no caminho e não chega até o consumidor real. Neste tipo de perda, o desperdício é provocado por rompimentos de rede, o que seguidamente ocorre em Passo Fundo, por exemplo.

Segundo Santi, para evitar isso, é preciso intensificar a substituição das redes antigas, controlar pressão para que consiga fazer redução desses vazamentos e agilizar o quanto antes o conserto para que menos água seja desperdiçada.

A outra forma de perda é chamada de “perdas aparentes ou comerciais”, que são aquelas onde a água é produzida, ela é consumida, porém não é medida, nem faturada. Neste tipo de desperdício, o superintendente destaca que é preciso combater fraudes e ligações clandestinas, o que aumenta significativamente conforme a cidade também vai avançando.

Conforme Santi, quanto maior o índice de ligações clandestinas, maior o desperdício, muito também por ineficiência da medição dos equipamentos. Por isso ele afirma que é preciso trocar os equipamentos de medição regularmente, em cerca de 5 ou 7 anos.