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História

Dia da Lembrança do Holocausto: historiador classifica regime Nazista como a invenção mais covarde do ser humano

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Nesta sexta-feira (27) é o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, data que faz referência à liberação, pelas tropas soviéticas, do Campo de Concentração e Extermínio Nazista Alemão de Auschwitz em 1945. Foi definida pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Auschwitz foi o maior e mais terrível campo de extermínio do regime de Hitler. Em suas câmaras de gás e crematórios foram mortas pelo menos um milhão de pessoas. No auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas seis mil pessoas por dia. Auschwitz tornou-se sinônimo do genocídio de judeus, sintos e roma e tantos outros grupos perseguidos pelos nazistas.

De acordo com o professor de história, Adelar Heimseld, o regime nazista foi a pior invenção do ser humano até hoje. Perseguir e matar pessoas pela origem étnica, pelo país em que elas nasceram, uma coisa que elas não puderam escolher, é algo tão absurdo que não há adjetivo para qualificar. O professor classifica ainda o período nazista como a experiência mais covarde desenvolvida pelo ser humano. O holocausto foi uma política deliberada para eliminar grupos que os nazistas não aprovavam, como judeus, testemunhas de Jeová, ciganos, homossexuais, negros, deficientes físicos, entre outros que eram diferentes.

Conforme o professor, a cultua antissemita já era difundida pela Europa muito antes do nazismo. Os judeus eram proibidos de possuir terras e partiram para outras atividades, como por exemplo, comércio, comunicação, bancos, entre outros. A partir daí, boa parte das ações econômicas estavam nas mãos da comunidade judaica, o que incomodava os Alemães. Outro ponto para que o holocausto viesse a ocorrer foi a ideia absurda de se criar uma “raça pura”. Desse modo, todos aqueles que não se encaixasse nessa definição, precisavam ser eliminados para não contaminar os demais.

De acordo com o historiador o povo alemão atualmente condena o holocausto, no entanto, na época Hitler e suas tropas tinham muito apoio, inclusive fora da Alemanha. Adelar conta que o Brasil era o segundo país em que o partido nazista possuía mais filiados.