Remoção de barragem do Rio Taquari gera incertezas e preocupa moradores
A Uirapuru abordou ainda no início do mês de dezembro o rompimento da barragem do Rio Taquari, entre Passo Fundo e Marau. O rompimento ocorreu após tábuas apresentarem desgaste devido à exposição ao tempo, sem manutenção. A barragem pertence ao complexo da Usina Hidrelétrica do Capingui e foi construída em um processo de ampliação da Usina. Ela operou até a década de 1990 e desde então não vinha sendo utilizado, pois deixou de ser viável. Desde o rompimento moradores afetados vem procurando autoridades para que alguma medida seja tomada. O esvaziamento do ecossistema da região foi notificado ao Ministério Público no início de dezembro, sendo também pauta da reunião extraordinária da Frente Parlamentar Mista de Recursos Hídricos da Câmara de Vereadores de Passo Fundo .
Ontem (29) a Uirapuru foi informada que iniciou um processo de demolição da barragem, que é feita na sua maioria por madeira e foi até o local. Lá conversou com o empresário Luiz Paulo Pohl, que mantém um camping há anos no entorno do local. O empresário explicou que a demolição começou há alguns dias, sendo realizada por funcionários da CEEE-G, detentora da barragem. Um grupo de moradores tentou obter informações com os mesmos, preocupados com o que será feito após a demolição. Segundo o empresário, os funcionários da empresa não sabem dizer, informando apenas que estão ali para retirar a estrutura de madeira.
Recentemente também os funcionários apresentaram um documento, oriundo da FEPAM, o qual autoriza a retirada da madeira para uma reconstrução. O empresário explicou que o grupo está apenas preocupado por não terem garantias de reconstrução. Destacou que a barragem, que existiu ali por décadas, formou 4km de um sistema hídrico diferente, criando um ecossistema preservado da natureza e que agora, sem o volume de água, está ameaçado. Após a virada do ano haverá um movimento dos moradores locais para cobrar de fato a reconstrução da barragem, mesmo que seja de madeira, explicou Pohl.
O que diz a CEEE-G sobre o caso:
“A CEEE-G esclarece que o destino da Barragem de Capigui 2 continua sendo cuidadosamente avaliado, pois depende de estudos técnicos de engenharia, além das respectivas aprovações em diversos órgãos, tais como FEPAM e ANEEL. A companhia informa ainda que as obras para desmobilização do paramento da barragem já estão em atividade e devem ser finalizadas nos próximos dias. O trabalho está sendo acompanhado pela FEPAM e visa garantir a segurança do local e da comunidade, mitigando os riscos causados pelo eventual enchimento indesejado da estrutura.”