Gosto e cheiro da água de Passo Fundo devem ser normalizados nesta semana, diz superintendente regional da Corsan
Na última semana, muitos moradores de Passo Fundo foram surpreendidos por um gosto e cheiro estranhos na água fornecida pela Corsan no município. A explicação foi a proliferação de algas em épocas de seca e a solução foi a aplicação de um carvão ativado no processo de fornecimento.
Falando sobre o assunto na Uirapuru, o superintendente regional da Corsan, Aldomir Santi, explicou que, devido a estiagem prolongada que ocorre mais uma vez na região, esse fenômeno da proliferação de algas surgiu. As algas são micro-organismos que se proliferam em barragens, tanques de água e se reproduzem através da fotossíntese, um processo que utiliza a luz solar para produção de energia.
Portanto, a combinação da estiagem prolongada, dos raios solares intensos, altas temperaturas e água da barragem com pouco movimento propiciaram essa proliferação de algas que gerou cheiro e gosto estranho na água. Santi conta que já foram tomadas as medidas iniciais necessárias, que são dosagens de carvão ativado. Esse produto é utilizado para remoção de inconvenientes. A dosagem foi iniciada na última quinta-feira (15), porém, como o sistema tem mais de 900 km de rede, 18 reservatórios e vários setores, demora um certo tempo para normalizar a situação.
O superintendente afirma que já foi observado uma grande redução no cheiro e gosto estranhos, mas o problema ainda persiste em alguns locais específicos. De acordo com Santi, a água produzida nas estações está saindo com a dosagem de carvão que causa eliminação do gosto e cheiro estranhos. Porém, ainda tem água antiga na tubulação e reservatórios da própria Corsan que mantém o problema principalmente em prédios no Centro de Passo Fundo.
Ainda conforme o superintendente regional, está sendo aguardada uma análise de Porto Alegre para ver qual o tipo de alga que está na água, mas já se sabe que isso é algo que ocorreu em anos anteriores, não só em Passo Fundo, mas no Estado todo. No entanto, o problema não afeta a potabilidade da água e não há nenhum problema em consumir essa água. Ele também conta que o carvão ativado continuará sendo dosado até normalizar a situação e não comprometer mais o cheiro e gosto para os consumidores.
Santi contou também que hoje (20) inicia a transposição do Rio Jacuí. Esse sistema é lançado sempre que ocorre estiagem para complementar o abastecimento, já que as chuvas estão ocorrendo em baixa intensidade e não recuperam barragens. De acordo com o superintendente, cerca de 80 a 90% do cheiro e gosto estranho da água já foram reduzidos, mas alguns pontos seguem sendo monitorados e ainda nesta semana o problema deve ser 100% resolvido.