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Geral

Emoção, Afeto e Comportamento: opiniões radicais são reflexo de vulnerabilidade e da busca por segurança

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Concept of debate and political argument symbol as two opposing competitors debating and arguing with mouths open and symbolic bullets flying towards each other as an dispute metaphor with 3D illustration elements.

O Brasil viveu o seu momento político mais polarizado neste ano.  Com um país dividido entre dois candidatos, pela primeira vez na história, o campo polarizado se refletiu em discursos acirrados na internet, no trabalho e até mesmo no âmbito familiar.  Passadas as eleições ainda há polaridade, com grupos defendendo intervenções e contrários aos resultados nas urnas.  Do outro lado há ainda animosidade para quem assim pensa, mantendo o clima dividido.  Mas o que está por trás de posições extremas quando se fala em política? O assunto foi abordado dentro do programa semanal Emoção, Afeto e Comportamento.

Apresentado pelo psiquiatra Érico Hecktheuer, o programa desta semana contou com a presenta do psicanalista José Júlio Abuchaim. Conforme o profissional, é preciso entender o que move uma posição extrema.  Abuchaim explicou que por trás disso, em um primeiro momento, está a chamada psicologia de massa.  Isso significa que uma posição individual encontra eco no coletivo, ganhando forma, energia e poder.  Não concordar, ter uma opinião diferente de algo faz parte da personalidade de cada um.

No entanto, Abuchaim explica que uma posição radical e extrema reflete vulnerabilidade frente aos acontecimentos à volta ou até mesmo ao destino.  O profissional disse que o ideal construído pela pessoa é o que, para ela, vai resgatá-la daquela insegurança.  O ideal projetado em uma pessoa ou posição política traz, para o indivíduo, a segurança buscada.  Como reflexo geral, há a defesa extrema daquilo, explicou Abuchaim.