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Meio Ambiente

Rompimento da Barragem do Rio Taquari afeta ecossistema e moradores pedem solução por parte da CEEE

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Grupo pede ao Ministério Público estudo dos impactos ambientais do rompimento da barragem do Rio Taquari

O programa Uirapuru Ecologia do último sábado (03) falou sobre o rompimento da barragem do Rio Taquari, entre Passo Fundo e Marau. O fato aconteceu há cerca de 20 dias e afeta diretamente aproximadamente 100 famílias que possuem propriedades no entorno da barragem.

De acordo com o engenheiro civil Willian Pol, a barragem pertence ao complexo da Usina Hidrelétrica do Capingui e foi construída em um processo de ampliação da Usina. Ela operou até a década de 1990 e desde então não vinha sendo utilizado, pois deixou de ser viável.

O engenheiro explica que enquanto outras barragens são feitas de concreto, a do Taquari é mista, com partes dela sendo em madeira. A barragem tem três metros de altura e 44 metros de largura com alago de cinco quilômetros de extensão. Com o passar dos anos, a madeira foi se deteriorando e, como não houve manutenção durante todo esse tempo, a barragem acabou se rompendo. De acordo com Willian, um evento parecido já aconteceu em 2004 e também causou muito impacto na época.

A responsável pela barragem é a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e os moradores que residem nas proximidades cobram uma solução. De acordo com o engenheiro, em 2004 o Ministério Público precisou ser acionado para realizar o reparo e agora, o diálogo com a companhia está bem difícil novamente. Willian está preocupado com o impacto ambiental no local. Conforme ele, todo o ecossistema se mantinha através do alago da barragem. Com o rompimento o alago sumiu e toda a vida que estava no espaço, foi junto.

De acordo com o engenheiro, a CEEE informou que não tem interesse em revitalizar a barragem, pois a estrutura não é mais utilizada pela companhia. No entanto, Willian ressalta que trata-se de um problema ambiental grave e cobra as autoridades para que resolvam o problema.

O empresário Luis Paulo Pol, que possui uma propriedade onde ficava a barragem disse que existe um movimento de moradores de Passo Fundo e Marau para que a CEEE realize a manutenção e o espaço volte a ficar alagado. Ele relata que além de servir para irrigação de lavouras, a barragem era muito utilizada para o turismo. Luis Paulo é proprietário de um camping, que ficou completamente sem água após o rompimento. Ele relata que a CEEE quer destruir o que sobrou, mas os moradores solicitam o retorno do alagado.