Emoção, Afeto e Comportamento: desafio da escola é pontuar a diferença entre ambientes
A escola é um dos ambientes onde as crianças mais passam tempo durante sua importante fase de desenvolvimento. Lá os educadores ensinam, incentivam talentos e também cuidam dos pequenos. No entanto, quando essa atividade termina, há sempre o tema de casa.
Este trabalho serve para que as lições sejam continuadas em casa, estendendo assim a aula para o ambiente do lar. No entanto, é comum a falta de participação das famílias no ambiente escolar. Diante disso, o tema do programa Emoção, Afeto e Comportamento, desta semana, foi Família na Escola.
No programa foi questionada a função da família, o papel da escola e como esta parceria pode ocorrer da melhor forma possível. Apresentado por Erico Hecktheuer e Vinícius Brammer, o programa contou com a participação da Professora Roselise Borchardt, diretora da EMEI Cantinho Feliz. Conforme a professora, é preciso saber que a escola e o ambiente familiar são dois locais distintos, mas que convivem e trazem reflexos.
A pandemia deixou as crianças mais tempo em casa, longe da socialização e mais próximo dos pais. Ela revelou que, agora no retorno às atividades presenciais, o que os professores viram foram crianças que voltaram cheias de autoridade frente aos pais. Muitos retornaram com o comportamento do: se eu não tenho o que eu quero, eu choro, eu grito.
Isso está sendo notado em crianças de 4, 5 e até seis anos. Para a professora, o desafio da escola é pontuar a diferença dos dois ambientes, com a responsabilidade, os direitos e deveres de cada espaço. A professora reconheceu que os pais superprotegeram os filhos na pandemia, mas disse que este comportamento é normal em uma época delicada e de tantos desafios.