Uirapuru Ecologia: obsolescência programada é desafio para o meio ambiente
Há uma percepção popular de que, produtos mais antigos, geralmente fabricados há mais de 20 ou 30 anos, são passados de pai para filhos e duram por uma vida toda. Ao passo que, atualmente, produtos simples como uma TV ou um ventilador duram poucos anos. Celulares, menos.
Devido a atualizações e uso intenso, percebe-se que os aparelhos ficam lentos ou não seguram a carga após, geralmente, dois anos de utilização. Tudo isso força o consumidor a comprar um novo produto, movendo a economia. Mas o que está por trás disso,? Uma regra da economia para se manter viva através da compra regular dos mesmos clientes? O assunto “obsolescência programada” foi abordado no programa Uirapuru Ecologia, no último sábado.
Apresentado pelo jornalista Ivaldino Tasca, o programa teve a participação do Professor e Engenheiro de Produção e Coordenador do curso de Engenharia da IMED, Evandro Sofiatti e também do professor Guilherme Moraes Vargas. O professor Evandro Sofiatti explicou que a percepção onde as coisas possuem um tempo de vida definido pelo fabricante é correta.
Isso acontece pela necessidade da economia ser movimentada e também porque o momento muda, gerando assim novos produtos, com melhorias. Há casos onde o produto não apresenta problemas, mesmo com uso por anos, mas há a necessidade de melhorias e atualizações, o que define assim o seu fim de produção. Trata-se de um processo natural que baseia a evolução da sociedade através da tecnologia.
O professor Guilherme Moraes Vargas, finalizou explicando que a tecnologia avança, mas é momentânea. As entregas de produtos devem ser feitas de forma imediata. Muitas vezes, internamente a empresa já possui projetos mais avançados, mas o produto precisa estar nas lojas naquele momento. Isso gera constantes atualizações de mercado e reduz a vida dos equipamentos através da atualização. Cabe pensar também no que pode ser feito para absorver os detritos de todo este consumo. Há um forte movimento de reaproveitamento dos componentes digitais, algo que deve se intensificar.