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Geral

Emoção, Afeto e Comportamento: relações podem sobreviver a traições, mas não a mentiras

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A pandemia trouxe um verdadeiro teste de fogo para as relações humanas.  Confinados em casa, com trabalhos sendo encerrados e dificuldades de saúde, muitos casais não atravessaram este momento juntos e o número de separações aumento drasticamente no Brasil.  O crescimento de divórcios foi de 40%. As relações humanas são sempre tema de debate no programa Emoção, Afeto e Comportamento. Apresentando pelo psiquiatra Erico Hekctheuer e Vinícius Bramer, a edição desta semana recebeu a Psicóloga Elenita Ferrari.  O tema da conversa foi “Sinais para se desistir de um relacionamento”.

Elenita explicou a construção do relacionamento se dá pelo desejo e, muitas vezes caminha de maneira perigosa para a necessidade. Esta necessidade cria efeitos secundários.  Elenita também explicou que em muitos relacionamentos a pessoa não vê a outra como ela realmente é, mas sim como ela gostaria que fosse.  Defeitos são ofuscados, mas expectativas criadas acabam sendo frustradas pela realidade que sempre prevalece.

A Psicóloga disse ainda que uma relação é um investimento, não de dinheiro, mas de tempo, energia e esforços mútuos.  Os dois lados precisam investir no relacionamento, resolvendo problemas juntos e mantendo a relação viva e energizada.  Um dos maiores inimigos da relação é a mesmice, o marasmo. Elenita disse que, em seu trabalho, muitas vezes notou um esforço de apenas um lado ou de lado algum.

Na caminhada das relações há também o grave problema de uma traição.  Para a psicóloga, uma relação pode sobreviver a uma traição porque, na maioria das vezes o problema não está no relacionamento sexual apenas. No entanto, a quebra da confiança e o que isso representa, através da mentira, causa a ruptura de um casamento.  São dois pontos diferentes, embora interligados e que dizem muito sobre o futuro do casal.