Uirapuru Ecologia: política de preservação da Amazônia não pode ser individual a cada país
Nos últimos dias o clima gaúcho tem recebido muita umidade fora de época, vinda da Amazônia, o pulmão e o ar-condicionado do Brasil. Sem este sistema natural, do outro lado do Brasil, nosso estado seria duramente afetado.
Diante disso a preservação é indispensável e quando se fala nisso evitar o desmatamento é talvez a ação mais importante. O assunto foi abordado no programa Uirapuru Ecologia do último sábado. O programa teve a apresentação do jornalista Ivaldino Tasca e o convidado engenheiro agrônomo Caio Tibério da Rocha, integrante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).
Caio Rocha iniciou sua participação explicando que o Brasil tem 60% da Amazônia. Outros países também possuem a floresta em seu território, destacando-se o Peru, Colômbia e Venezuela, com áreas bem menores. Neste contexto a agricultura coexiste, tendo atualmente tecnologia capaz de aumentar a produtividade sem ampliar áreas plantadas, mantendo assim preservados sistemas naturais. Com um clima interligado, onde ondas de frio que atuam na Argentina se refletem no Rio Grande do Sul, áreas de umidade do norte viajam para o Sul e fumaça de queimadas atravessam o país, Caio Rocha explicou que as políticas públicas de preservação da Amazônia não pode mais ter muros, serem exclusivas de uma região.
Caio defendeu a importância de uma política unificada de preservação da Amazônia, que englobe o Brasil e todos os países vizinhos. Isso traz ações benéficas para todos, assim como os impactos negativos que não respeitam fronteiras. Caio Rocha finalizou explicando que muito se fala na Amazônia, em seu papel definitivo para equilíbrio climático, mas é preciso saber que é neste sistema que todo o gás carbônico produzido em larga escala é convertido e neutralizado pelas plantas, em um sistema complexo que deve ser preservado pela vida.