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Caso Boate Kiss

Júri da Boate Kiss conta com diversos profissionais da área da saúde para atender os familiares e sobreviventes

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Durante o Júri da Boate Kiss, no Foro Central em Porto Alegre, a Rádio Uirapuru conversou com a psicóloga Carol Cabral, que acompanha os familiares das vítimas da casa noturna e os sobreviventes da tragédia. Conforme a profissional, o trabalho está estruturado através de um grupo de trabalhadores da área da saúde de diferentes municípios. Alguns acompanham os familiares desde a época da tragédia e outros foram se juntando com o passar do tempo para auxiliar no atendimento psicológico e médico.

De acordo com Carol, foi montada uma estrutura dentro do Fórum para ofertar serviços de saúde e de acompanhamento devido a forte comoção que o Júri causa e para tranquilizar familiares, testemunhas e sobreviventes durante os dias de julgamento. A psicóloga disse que como este momento foi muito aguardado pelos familiares, a ansiedade e emoção tomam conta, fazendo com que alguns passem mal e necessitem de apoio para reviver os momentos da tragédia.

Carol Cabral destaca que os pais já vem lidando com esse trauma há quase nove anos, desse modo é necessário trabalhar, no campo psicológico, as memórias, os problemas e as dores dessas pessoas. A profissional disse que a maioria desses familiares enterrou esse assunto por todo esse tempo, no entanto a dor não foi esquecida.