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Região de Passo Fundo precisa estruturar serviços que apoiem os idosos, destaca pesquisadora

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Região de Passo Fundo precisa estruturar serviços que apoiem os idosos, destaca pesquisadora
Região de Passo Fundo precisa estruturar serviços que apoiem os idosos, destaca pesquisadora

Dados do IBGE projetaram uma estimativa de que a população oficial de Passo Fundo neste ano aumentou para 206.103 habitantes, representando uma alta, frente ao ano anterior, de 0.67%.

Mas isso mostra uma tendência de envelhecimento da população? É um problema urgente? Como lidar com essa situação? Sobre o assunto, a Uirapuru conversou com a professora Marilene Portela, que integra o corpo de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano da Universidade de Passo Fundo (UPF).

Marilene Portela destacou que o aumento da população mais velha já é uma realidade, mas estamos distantes de saber como lidar. A professora disse que o Rio Grande do Sul é um estado “envelhecido”, a exemplo de muitos outros, como o Rio de Janeiro. Explicou que, em uma comunidade considerada mais velha, você conta a população geral com percentual de 14% a mais de pessoas com 70 anos.

Ela ainda alertou que a sociedade não está preparada para encarar uma comunidade envelhecida. O chamado “cuidado de longa duração”, feito na maioria das vezes por famílias, não é o ideal, mas está cada vez mais comum. De acordo com Marilene, precisamos de políticas públicas efetivas para resolver esse problema, discutindo diversas questões, dentre elas a de melhorar a qualidade de uma família cuidadora, considerada hoje como “invisível”.

Em países que compõe a União Europeia, já existe uma forma diferente de pensar, que trata a questão do envelhecimento como um fenômeno que desafia a sociedade e precisa de mais cuidados. A professora ressalta que, para isso acontecer no Brasil, as equipes que trabalham nas unidades de saúde precisam ser preparadas, completas e que possam atender toda a população nos diferentes segmentos, como bairros e centro. Não podemos discutir o envelhecimento enquanto não tivermos condições necessárias de prover recursos.

Segundo a pesquisadora, estamos com o alerta ligado na região de Passo Fundo e este é o momento de estruturar um serviço que possa apoiar idosos, para que a sociedade não ache normal apenas a família cuidar dos mais velhos, tirando a responsabilidade do Estado. Ainda de acordo com a Marilene, a situação tende a aumentar daqui a 20 anos.