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Meio Ambiente

No Sem Segredo, maioria dos ouvintes cobra mais responsabilidade da população com a separação do lixo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Apesar de todos os alertas sobre os prejuízos ao meio ambiente, terrenos baldios de Passo Fundo tem se transformado em verdadeiros lixões. Porém, os danos não atingem somente o meio ambiente, mas à saúde da população.

 

Passo Fundo possui um Plano Municipal de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos, que dentre as ações visa a realização de campanhas de educação ambiental sobre a produção e consumo sustentável e a promoção da recuperação e o monitoramento ambiental de áreas de disposição de resíduos com comprovados passivos ambientais.

 

O tema foi debatido no programa Sem Segredo de sábado (21), com a participação do Secretário Municipal do Meio Ambiente, Rubens Astolfi, o presidente da União das Associações de Moradores, Luiz Valendorf, e o geólogo Luiz Paulo Fragomeni.

 

A maioria dos ouvintes declarou que coloca o lixo no lugar certo, mas pede mais respeito por parte da população em geral com o uso dele. Muitos ouvintes destacaram que é preciso conscientizar e, principalmente, cobrar responsabilidade de todos. Caso contrário, muitos acabam não cumprindo com seu dever. Os ouvintes ainda pediram “eco pontos” nos principais bairros da cidade, onde possam ser descarregados objetos maiores, como sofás, fogões, geladeiras ou computadores, e um caminhão passe para levá-los a um lugar adequado.

 

O geólogo Luiz Paulo Fragomeni declarou que muitas vezes o lixo não é colocado no lugar certo porque a sociedade não sabe o quanto isso faz diferença para o meio ambiente. Fragomeni afirmou que não é difícil realizar a separação do lixo, e que ela é de suma importância. O geólogo ressaltou que falta explicar para a população o quanto podemos ser prejudicados não separando resíduos e lembrou que há lei e multa caso ele despejado de forma incorreta.

 

Segundo o Secretário Municipal do Meio Ambiente, Rubens Astolfi, a prefeitura de Passo Fundo oferece diversos serviços de recolhimentos de resíduos. A coleta do lixo urbano, onde o resíduo produzido em casa é recolhido, acontece hoje em todo o município, sendo três vezes por semana nos bairros e todos os dias no centro. Astolfi ressaltou que os serviços são oferecidos, mas falta senso de responsabilidade, que precisa ser disseminado com diálogos e discussões, fazendo com que as pessoas entendam que elas são as principais responsáveis pelo que produzem.

 

O presidente da União das Associações de Moradores (Uampaf), Luiz Valendorf, declarou que falta informação e conscientização para a população trabalhar corretamente com o lixo. Valendorf afirmou que há possibilidades de ajuda, como o caminhão do lixo, ou ações da prefeitura, que podem ser solicitadas.

 

O presidente da Uampaf ressaltou que este problema também pode ser enfrentado de forma conjunta da população com os órgãos públicos, de uma forma mais forte nos bairros, conscientizando moradores. Lembrou que em Passo Fundo há cerca de 1150 contêineres distribuídos em 575 conjuntos, mas só na área central da cidade, e acredita que em pontos fora do centro eles também são necessários.