Skip to content

Meio Ambiente

Aumento de atropelamentos de animais é reflexo do desmatamento e da seca na nossa região

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
A avaliação foi feita pelo biólogo, pesquisador e mestrando do programa de pós-graduação em Ciências Ambientais da UPF, Carlos Toffolo.
A avaliação foi feita pelo biólogo, pesquisador e mestrando do programa de pós-graduação em Ciências Ambientais da UPF, Carlos Toffolo.

Nos últimos dias, ouvintes estão alertando para o alto número de animais de várias espécies atropelados nas rodovias da nossa região. Em entrevista à Uirapuru, o biólogo, pesquisador e mestrando do programa de pós-graduação em Ciências Ambientais da UPF, Carlos Toffolo, esclareceu que um dos principais fatores para o alto número de animais nas rodovias é o desmatamento.

O biólogo trouxe dados do SOS Mata Atlântica que apontam que o Rio Grande do Sul tem 7,5% de áreas remanescentes de Mata Atlântica, com alto grau de fragmentação em relação a sua cobertura vegetal original. Já em Passo Fundo esse número é de 5%.

Toffolo explica que esses animais que estão nesses 5% de floresta tentam se locomover em busca de recursos, para se alimentarem ou até acasalarem e se reproduzirem. Portanto há uma constante movimentação desses animais que ao atravessar as rodovias acabam sendo atropelados. O biólogo explica que isso ocorre em todo o país e é preocupante, principalmente para espécies que estão em extinção.

Na nossa região os animais mais atropelados nas rodovias são: graxains-do-mato, gambas e capivaras. Conforme Toffolo, em épocas chuvosas os ratões do banhado são os animais mais atropelados, pois eles procuram um lugar seco.

A seca também atinge as espécies que precisam de ambiente úmido para sobreviver, isso ocorre com as capivaras.