Repensar meios de transportes é fundamental para melhorar a qualidade do ar, afirma especialista
A qualidade do ar foi o assunto abordado no Uirapuru Ecologia do último sábado (3). O programa teve a apresentação de Luiz Paulo Fragomeni e a participação do professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP) Diego Correia Maia, especialista em qualidade do ar e mudanças climáticas. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no mundo são 7 milhões de mortes vinculadas ao ar poluído.
Em comparação à pandemia da Covid-19, ainda não são 3 milhões de mortes e muitas vezes não se acaba dando muita atenção sobre essas causas, diferente das mortes por coronavírus. Segundo o professor Diego, esse é um tema antigo, mas no Brasil não há uma preocupação nesse sentido. Considera esse um problema silencioso.
Hoje no Brasil há uma estimativa que a poluição do ar mata cerca 51 mil pessoas por ano. Acredita que não se pode continuar com esse problema e se precisa estabelecer metas através de um plano nacional para evitar esses óbitos recorrentes. Um caminho fundamental para isso é repensar os modos de transporte, de acordo com o especialista.
Também participou do programa a médica, Betty Bassani, médica do trabalho e diretora técnica do Toximed, laboratório de análises clínicas. Destaca a importância do meio ambiente em nossa saúde. Isso porque muitas doenças são transmitidas pelo ar e pela água. Ressalta também a importância da qualidade do ar em ambientes fechados. Desta forma, se a manutenção do ar condicionado, por exemplo, é importante para evitar possíveis doenças.