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Meio Ambiente

Exposições sobre o Rio Passo Fundo atingem 2 mil visitantes

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
A maior exposição já feita sobre o Rio Passo Fundo recebe dezenas de visitantes diariamente. Até o momento, 2 mil pessoas já conheceram as exposições do Projeto Rio Passo Fundo: patrimônio paisagístico, natural, ambiental, histórico-cultural, econômico e político.
 
O rio foi literalmente exposto, foram retirados fragmentos do seu habitat e ele foi aberto para a população reconhecer sua beleza, sua importância e seus problemas. As exposições, que estão abertas até dezembro, estão no Portal das Linguagens e no Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar), no Campus I da Universidade de Passo Fundo (UPF).
 
O projeto Rio Passo Fundo é desenvolvido pelo Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS), com o apoio do Museu Histórico Regional (MHR), do Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar) e do Comitê Rio Passo Fundo, ligados à Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (VREAC) da UPF, e patrocinado pelo Programa CAIXA de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro 2017/2018 da Caixa Econômica Federal.
 
As exposições são resultado de atividades que iniciaram há um ano e meio e envolveram expedições, ações educativas, visitas a escolas, pesquisa e elaboração de conteúdo. As exposições apresentam o Rio como patrimônio paisagístico, natural, ambiental, histórico-cultural, econômico e político.
 
Exposições e oficinas do MAVRS e do MHR ocorrem no Portal das Linguagens
 
As exposições instaladas no Portal das Linguagens do MHR e do MAVRS já receberam 1,2 mil pessoas desde o início de agosto. A exposição do MHR intitulada “Patrimônio histórico-cultural, econômico e político” aborda as relações entre os homens, suas ocupações, ressignificações sociais e culturais, as construções identitárias e o espaço físico da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo ao longo dos séculos XIX, XX e XXI.
 
Isso tudo é feito por meio de uma abordagem das interfaces entre o patrimônio cultural e ambiental, com recursos multimídia para tematizar alguns dos personagens precursores na ocupação desse espaço no século XIX – como Tropeiros, Kaingangs e caboclos – e, também, a memória mais recente de seus moradores, com relatos e fotografias sobre as transformações nas formas de uso que o Rio sofreu ao longo do século XX e XXI.
 
Já o MAVRS apresenta quatro exposições no Portal das Linguagens, por meio do uso da arte: “Só mais um”, “Sons do mundo”, “Água (nossa) imagem líquida” e “Percurso poético do rio: terras, cores e nuances”.
 
Elas abordam, por meio da visão artística da professora Ivana Rocha Tissot, da professora e jornalista Fabiana Beltrami e da artista plástica Maria Lucina Bueno, bem como de outros professores e acadêmicos do curso de Artes Visuais da UPF, a questão do lixo em meio ao rio e, ainda, a utilização das tintas naturais – encontradas na região – como alternativa de produção artística. 
 
No Portal das Linguagens também são oferecidas duas oficinas. “As cores que vem do Rio”, desenvolvida com tintas naturais, confeccionadas com materiais recolhidos junto às margens do Rio Passo fundo, como por exemplo, terra, areia, flores e folhas.  A outra oficina oferecida “É só mais um (Des)construindo o meio ambiente – Qual é o impacto da sua vida no meio ambiente?”.
 
As exposições do MHR e do MAVRS no Portal das Linguagens podem ser visitadas de terça a sexta-feira, das 8h30min às 17h; aos sábados e domingos, das 14h às 17h; e no turno da noite, mediante agendamento pelo telefone (54) 3316-8586.
 
Muzar apresenta exposição e oficinas
 
A exposição sobre o Rio Passo Fundo no Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar), também no Campus I da UPF, já recebeu cerca de 800 visitantes e outras 50 turmas já estão agendadas para os próximos meses.
 
O tema da exposição é “Patrimônio paisagístico, natural e ambiental” e contempla uma imersão no território da Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo e o estudo da interação humana com a paisagem. Por meio de maquetes, jogos, audiovisuais, acervo biológico e oficinas, os visitantes são instigados a refletir sobre as condições naturais e ambientais, envolvendo a água, a biodiversidade e o ambiente como um todo.
 
O Muzar também oferece oficinas de aproximadamente 30 minutos cada uma, com os seguintes temas: “Assoreamento? Quem é o culpado?” (livre); “Água: nascente, rio, lago, mar” (livre); “Comitê Estudantil da Água” (livre); “Como a água chega e sai das nossas casas? ” (6º ao 8º ano); “A água transmite doenças?” (5º ano do ensino fundamental até 3º ano do ensino médio); “A água sustenta a gente, quem sustenta a água?” (5º ano do ensino fundamental até 3º ano do ensino médio)”.
 
As exposições no Muzar podem ser visitadas de segunda a sexta-feira, das 7h45min às 11h45min e das 13h30min às 17h30min; e aos sábados e domingos, das 14h às 17h. A comunidade em geral não precisa agendar a visita. O agendamento é apenas para as turmas de escolas interessadas em conhecer a exposição e para quem desejar visitar no turno da noite. O agendamento deve ser feito pelo número (54) 3316-8316.