Ausência do frio rigoroso influenciou aumento de pernilongos
Na manhã de ontem (13) nuvens de insetos assustaram moradores de Passo Fundo. As nuvens foram encontradas próximo da entrada do Posto São Miguel e no trajeto até Carazinho. Devido a altitude não foi possível notar se eram vespas, abelhas ou formigas voadoras.
Em entrevista à Uirapuru, a bióloga Thiandra Cristina Sangaletti, explicou que isso ocorre esse tipo de situação é comum nessa época do ano. Ela explica que agora é o período reprodutivo dos animais, principalmente dos insetos.
Formigas voadoras
Formiga-alada ou formiga voadora é a casta de formigas masculinas que fazem a reprodução sexuada da espécie. Logo depois da fecundação morrem.
A bióloga explica que as formigas voadoras podem atingir um alguns km, tudo depende da espécie.
Não há perigo da nuvem de insetos atacarem pessoas, ressalta.
Acasalamento
Quando o clima está propício as fêmeas ficam prontas para acasalar. Dessa forma, fêmeas e machos saem nessas nuvens para fazer o voo nupcial para então encontrarem um novo local de mitificação.
O clima pode atrasar ou acelerar o processo de reprodução dos insetos.
Ouça a entrevista com a bióloga Thiandra Cristina Sangaletti:
Na última semana, muitos ouvintes relataram a presença da incidência do mosquito pernilongo em diversos locais de Passo Fundo.
Falta do frio rigoroso influenciou na proliferação
A bióloga explica que no verão a proliferação desses isentos é natural, porém quando o inverno é pouco rigoroso, como aconteceu neste ano em Passo Fundo, o clima interfere na proliferação do pernilongo.
Thiandra explicou que as geadas ajudam a matar algumas larvas e ovos resistentes. Por isso, a falta do frio intenso fez com que os pernilongos se proliferassem de forma mais intensa e rápida.
Desiquilíbrio ecológico
Nuvens de gafanhotos, abelhas, formigas voadoras, pernilongos e borrachudos podem ser consequência de um desiquilíbrio ecológico, pois, segundo Thiandra, hoje as estações não são bem delimitadas e isso interfere diretamente na reprodução desses insetos.
Ouça a entrevista com a bióloga Thiandra Cristina Sangaletti: