Urnas eletrônicas em outros países dependem de leis e não da tecnologia
Os Estados Unidos trabalharam durante toda a semana na apuração dos votos das eleições presidenciais . Lá, embora um país de primeiro mundo, a votação ocorre através das cédulas de papel e não pela urna eletrônica. O Brasil neste cenário está há 20 anos na frente.
Aqui o país tem a urna eletrônica, desenvolvida com tecnologia nacional e que funciona por todos estes anos sem qualquer indício de fraude. Mas porque os outros países não seguem nossa tecnologia? Para o professor Doutor em segurança de redes e Internet ,Ricardo Schmidt, o problema é mais legal do que de tecnologia. Explicou que é comprovado ser extremamente difícil alterar qualquer resultado das urnas.
Isso porque os aparelhos não são conectados com a internet. Um fraudador precisaria manipular cada urna. Descobrir qual código de programação é preciso ter para alterar os dados necessita de amplo conhecimento sobre o funcionamento da urna. Avaliou que alterar os registros de voto beira o impossível.
Falando sobre o cenário internacional, o Dr. Ricardo Schmidt explicou que a constituição de muitos países, como Alemanha e Estados Unidos, prevê autonomia dos estados na votação. Existem Estados que usam um modelo de urna eletrônica, mas para abranger uma eleição nacional é preciso que todos entrem em acordo, esbarrando nas leis de cada um. Para o doutor Ricardo a tecnologia das urnas eletrônicas brasileiras está se aprimorando a cada ano, mas lembrou que em informática tudo é possível.