Na Uirapuru, passo-fundense que mora na China conta como está a situação na cidade epicentro do coronavírus
O mundo segue acompanhando os casos de coronavírus, que não param de aumentar a cada atualização. Nesta sexta-feira (24) o número de mortes na China aumentou para 26. A agência estatal divulgou um balanço que eleva para 897 os casos confirmados da doença no país asiático. O governo chinês destacou que 35 pacientes diagnosticados com a infecção estão recuperados e receberam alta. Além da China, há mais 15 confirmações de infecção por coronavírus em 9 países. Os Estados Unidos confirmaram o segundo caso, desta vez em Chicago.
Na programação da Uirapuru, o passo-fundense Rodrigo Menegaz Muller, que é morador da cidade de Wuhan, considerada o epicentro da doença, contou como está a situação no país. Muller é diretor de uma empresa fabricante de cimentos na China e mora há quatro meses no município. Ele destacou que a doença começou a se alastrar em dezembro do ano passado, porém, somente após as mortes provocadas pelo vírus, a população entrou em alerta.
Muller explicou que os primeiros focos da doença foram entre trabalhadores do mercado público de Wuhan. Inclusive, a suspeita é que o vírus tenha começado a se espalhar no local, que não possui as condições ideais de higiene e comercializa até mesmo animais vivos. As autoridades investigam que uma cobra aquática possa ter transmitido a doença para os trabalhadores.
O brasileiro contou que o governo chinês isolou a cidade, fechando o aeroporto para pousos e decolagens, além de outros meios de transporte que não estão funcionando. Porém, ele conseguiu deixar o país antes do isolamento e atualmente se encontra na cidade de Londres, na Inglaterra, onde tem compromissos profissionais. Muller relatou que nos últimos dias os alertas começaram a se intensificar e a população ficou mais apreensiva com o coronavírus.
Ouça a entrevista com o passo-fundense Rodrigo Menegaz Muller: