Carteira de Trabalho Digital: migração ocorrerá automaticamente para novos trabalhadores
Passo Fundo lidera, no Estado, a procura pela Carteira de Trabalho Digital e a partir da segunda quinzena deste mês a carteira de papel não será mais feita. Mas, existe uma exceção para uma modalidade de carteira de papel, que seguirá sendo feita.
Falando na Uirapuru, o coordenador da agência FGTAS/SINE, Sérgio Ferrari, explicou que o ciclo da carteira de trabalho física se encerrou. A carteira ainda será útil, por algum tempo, porém todos os dados dos trabalhadores estão em uma base do INSS. Quem quiser acessar e confeccionar a carteira digital pode entrar no site empregabrasil.mte.gov.br, procurando a aba “Carteira de Trabalho Digital”. Lá é possível ver todo o histórico de trabalho utilizando o CPF.
Ferrari contou que Passo Fundo confecciona uma média de seis mil carteiras, por ano, e em muitos casos o documento não era retirado na agência do SINE. Com a digitalização, esse problema vai deixar de existir.
Em relação aos Microempreendedores Individuais (MEI), Ferrari contou que vão existir duas hipóteses para a confecção da carteira de trabalho física: no caso de o trabalhador não possuir o documento e for contratado por um MEI, pois o MEI não é obrigado a ter o e-social e os casos de funcionários públicos, contratados através do sistema CLT.
O coordenador afirmou que, com a carteira digital, não haverá mais a preocupação de extraviar o documento e ficar sem comprovar os anos trabalhados. Ferrari ressaltou que os trabalhadores não são obrigados a obter o documento digital, sendo que no momento em que o empregador for contratar o funcionário a empresa vai lançar os dados no sistema e criar a carteira de trabalho digital.
Confira a entrevista com o coordenador da agência FGTAS/SINE, Sérgio Ferrari: