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Meio Ambiente

Uirapuru Ecologia: localização faz da região de Passo Fundo rota para tráfico de animais silvestres

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Passo Fundo conta desde 2012 com o Grupo de Estudos de Animais Silvestres (GEAS), que é mantido pela UPF, em uma estrutura que conta com a Faculdade de Medicina Veterinária, Agronomia, Ciências Biológicas e com o Hospital Veterinário. O grupo trabalha na recuperação de animais e educação ambiental focada para as crianças.

No programa Uirapuru Ecologia, apresentado pelo geólogo Luiz Paulo Fragomeni, o destaque foi a participação dos integrantes do GEAS, a professora mestre Michele Ataide e os graduandos Jordana Toquetto e Ciro Gomes.

Michele revelou que no Hospital Veterinário da UPF o setor de internação de animais silvestres tem uma grande demanda e é um dos maiores do sul do país. Essa demanda vem de centenas de animais silvestres apreendidos pelo Ibama, Batalhão Ambiental da Brigada Militar, Polícias Rodoviárias e até mesmo Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

São casos envolvendo aves das mais diversas espécies e tamanhos, mamíferos e répteis feridos ou maltratados, que encontram na Instituição cuidado e encaminhamento adequado.

Segundo Michele Ataide, a localização geográfica de Passo Fundo torna a cidade para rota do tráfico de animais silvestres. Muitos desses animais são apreendidos em situações precárias de saúde ou até mortos, onde a causa principal é o transporte inadequado.

No início do mês, através da Polícia Rodoviária Federal e o Batalhão Ambiental foram apreendidas 203 aves silvestres, que foram trazidos para tratamento no GEAS em Passo Fundo. Após avaliação e tratamento, os que apresentaram condições sanitárias e eram da região foram soltos. Outros, por serem exóticos, da região amazônica, foram encaminhados para órgãos de fiscalização responsáveis.

As apreensões ocorrem normalmente através de abordagens nas rodovias de Passo Fundo e região e também no setor de encomendas dos Correios, que possui um equipamento de raio-x que permite identificar os animais.

A professora chamou a atenção para a fiscalização que perdeu com a diminuição de pessoal nas polícias e nos órgãos de vigilância, como o Ibama, por exemplo. Pediu o apoio da população para ajudar na fiscalização e denunciar as irregularidades. Afirmou que um animal silvestre não tem dono e a responsabilidade é de todos.