Sem Segredo: maioria dos ouvintes acredita que existem alternativas para o desempregado sobreviver ao período sem carteira assinada
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego atinge mais de 13 milhões de trabalhadores no Brasil. Já o número de trabalhadores subutilizados é de 28,5 milhões. Esse grupo reúne desempregados, aqueles que estão sub-ocupados ou fazendo bicos (menos de 40 horas semanais trabalhadas), os desalentados (que desistiram de procurar emprego) e os que poderiam estar ocupados, mas não trabalham por motivos diversos.
Sobre o tema, o Sem Segredo de sábado (31) perguntou quais alternativas o desempregado tem encontrado para sobreviver a esse período sem carteira assinada. A maioria dos ouvintes declarou que existem opções, como pequenos negócios próprios e trabalho por conta. Muitos declararam que aceitariam trabalhar sem carteira assinada em caso de desemprego e também consideram que, por diversas vezes, falta qualificação para o trabalhador voltar ao mercado.
O diretor do Sine de Passo Fundo, Sérgio Ferrari, explicou que as vezes são abertas vagas no Sine e o RH das empresas acaba sem conseguir selecionar alguém devido a falta de profissionalismo e de preparo dos candidatos. Por outro lado, Ferrari considera que muita qualificação também não ajuda em algumas situações. É o caso de pessoas graduadas que acabam se candidatando a empregos que pagam menos do que a qualificação delas pagaria, o que faz com que as empresas fiquem em dúvida sobre a contratação destas pessoas. Segundo Ferrari, os grandes empregadores da cidade são o serviço e o comércio. De acordo com ele, hoje temos 58 mil carteiras assinadas, 15.700 CNPJs e a média salarial é de R$ 1.200 a R$ 2.000.
Para o presidente da União das Associações de Moradores de Passo Fundo (Uampaf), Luiz Valendorf, o desempregado de Passo Fundo está se virando da forma que pode e, devido a isso, diversas áreas vem aumentando na cidade. Valendorf nota que, nos últimos anos, principalmente nos bairros, as pessoas tentam inovar por conta própria, abrindo pequenos negócios e oferecendo o seu serviço de porta em porta. O presidente da Uampaf considera que, embora muita gente esteja parada e sem carteira assinada, elas estão encontrando possibilidades de renda. Ele considera que governos e entidades de classe precisam apoiar cada vez mais esses pequenos empresários.