Vacinação contra poliomielite é prorrogada até dia 27 em Passo Fundo
Foto: Venilton Küchler/SESA
Depois da prorrogação pelo Estado, Passo Fundo realiza mais uma ação municipal para prorrogar a campanha de vacinação contra a poliomielite até o dia 27 de novembro. O objetivo é aumentar a cobertura vacinal que está em 73%, sendo a meta chegar a 95%
A população-alvo para a vacina contra a poliomielite são as crianças de um a cinco anos incompletos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), que deverão ser vacinadas indiscriminadamente com a Vacina Oral Poliomielite (VOP) desde que já tenham recebido as três doses de Vacina Inativada Poliomielite (VIP) do esquema básico de vacinação.
A coordenadora de Vigilância em Saúde de Passo Fundo, Marisa Zanatta, destaca a importância da vacinação, mesmo de doenças já erradicadas. “A vacinação é a forma mais eficaz na prevenção das doenças imunopreveníveis, protege a pessoa que toma e também as que estão ao seu redor, diminuindo a chance de contágio inclusive para aqueles que não tomaram a vacina. Leve seu filho a uma unidade de saúde, pois vacinar é um ato de amor”, considera.
Locais:
- Cais Boqueirão;
- Cais Hípica;
- Cais São Cristóvão;
- Cais Vila Luíza;
- ESF Adolfo Groth;
- ESF Jaboticabal;
- ESF Adriana Lírio;
- ESF Mattos;
- ESF Nenê Graeff;
- ESF Planaltina;
- ESF Ricci;
- ESF Santa Marta/Donária;
- ESF São Cristóvão;
- ESF Zachia;
- ESF Jerônimo Coelho;
- UBS Ivo Ferreira;
- UBS Adirbal Corralo;
- UBS Vila Nova/Santa Maria;
- UBS Parque Farroupilha;
- Ambulatório de Especialidades;
- Ambulatório São José;
- Ambulatório São Luiz Gonzaga;
- Central de Vacinas;
- ESF Jardim América;
- ESF Valinhos.
Horários de atendimento
- UBS, ESF e Ambulatório: de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30;
- Cais e Central de Vacinas: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Multivacinação
Essa campanha também foi prorrogada e tem o objetivo de atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes com até quinze anos incompletos (14 anos 11 meses e 29 dias).
A estratégia é vacinar de acordo com as indicações do Calendário Nacional de Vacinação. Esta estratégia busca imunizar crianças e adolescentes ainda não vacinados ou com esquemas de vacinação incompletos. Adolescentes e crianças menores de 15 anos devem atualizar a caderneta de vacinação.
Um dado importante é que a vacina ACWY, que previne meningite e outras infecções, passou a ser disponibilizada na rede pública e entrou neste ano para o calendário. Ela deve ser feita na faixa entre 11 e 12 anos.
Por que a imunização contra a poliomielite é necessária
Mesmo com a prorrogação da Campanha Nacional Contra a Poliomielite até este sábado (21), o Brasil está longe de atingir a meta de imunização estipulada e expressa uma grande preocupação. Erradicada desde a década de 90 no Brasil graças à vacina, a doença foi registrada em 23 países nos últimos três anos. Uma baixa cobertura vacinal tornaria o país suscetível a novos casos.
A poliomielite é uma doença viral. O quadro básico dos primeiros sintomas costuma provocar dor de garganta, há náuseas, vômitos, constipação e dores abdominais. A pessoa infectada pode desenvolver a forma paralítica da doença com sequelas físicas permanentes e insuficiência respiratórias.
Entre os anos de 1968 e 1989, o Brasil teve 26 mil casos de poliomielite registrados. Esse número, no entanto, é maior, uma vez que entravam para as estatísticas apenas pessoas que desenvolviam alguma sequela.
O último caso no país foi notificado em 1989. O certificado de erradicação do vírus foi fornecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) cinco anos depois aos países da América do Sul.
O combate à doença só foi possível com a vacinação. Em 1971, ocorreu a primeira tentativa de uma ação nacional. A partir de 1974, as vacinas passaram a ser oferecidas continuamente em postos de saúde. Na década de 80, foram instituídos os dias nacionais para a imunização, contribuindo com a conscientização e o acesso da população.
Todos os anos, a meta fixada pelo Ministério da Saúde é vacinar 95% das crianças de um a cinco anos incompletos (quatro anos, 11 meses e 29 dias). Porém, já no ano passado, o objetivo não foi atingido, e a cobertura foi de apenas 83,74%.
Em 2020, a campanha nacional começou no dia 5 de outubro. Inicialmente, programada para acontecer até o dia 31 do mesmo mês, foi prorrogada até amanhã (21) devido à baixa procura.
Em Passo Fundo, até o momento, apenas 66% da população-alvo foi imunizada. Para estimular a imunização, neste sábado, também será realizado o Dia D com a abertura das unidades de saúde durante todo o dia.
A coordenadora do Núcleo de Vigilância em Saúde, Marisa Zanatta, relembra a importância de os pais levarem os seus filhos até uma unidade. “A vacina contra a poliomielite é a vacina que protege contra a paralisia infantil. Nós não registramos casos dessa doença no Brasil desde 1990, mas precisamos tomar muito cuidado e continuar fazendo a imunização”, considera.
Uma das justificativas da baixa cobertura é o esquecimento do que o país enfrentou até os anos 90. A erradicação de pólio pode ter disseminado uma ideia de que a vacinação não é mais necessária.
No entanto, conforme Marisa, quando a população deixa de se imunizar, novos casos podem aparecer, como ocorreu com sarampo. “É imprescindível levar as crianças para as unidades, pois, se não vacinarmos, doenças podem voltar, como é o caso do sarampo, que estava erradicado e acabou retornando”, enfatiza.
Sobre a imunização
O esquema vacinal de poliomielite é composto por duas vacinas: a injetável aplicada em três doses aos dois, quatro e seis meses de vida da criança; e a vacina oral aplicada aos 15 meses e aos quatro anos.
Na campanha, todas as crianças dessa faixa-etária terão a avaliação de sua situação vacinal para poliomielite. As maiores de um ano que estiverem com seus esquemas vacinais em dia receberão uma dose da vacina oral, a chamada dose D (indiscriminada). Para as crianças que estiverem com seus esquemas de vacinação de poliomielite em atraso, haverá a atualização.
Em Passo Fundo, a estimativa é de imunizar 9.960 crianças.