Historiador destaca figura populista de Getúlio Vargas na Revolução Constitucionalista de 1932
Ontem (09), no Dia da Revolução Constitucionalista, a Rádio Uirapuru fez um resgate do movimento armado que lutou contra o governo de Getúlio Vargas em 1932. As manifestações aconteceram em São Paulo e marcaram a história de todo o país.
Segundo o historiador Maurício Paim, tudo começou anos mais cedo com o fim da política do “Café com Leite”, na qual a presidência da República era intercalada entre São Paulo e Minas Gerais.
Em 1929, o então presidente Washington Luís decidiu apoiar outro paulista ao cargo, Júlio Prestes. Descontentes com a quebra do acordo, os mineiros se uniram aos gaúchos e paraibanos, lançando como candidato o gaúcho Getúlio Vargas, tendo como vice o paraibano João Pessoa de Albuquerque.
A chapa de Vargas perdeu para a dos governistas, mas em outubro de 1930, com a renúncia de Washington Luís, Getúlio Vargas assumiu provisoriamente a presidência da República.
O governo provisório tinha como finalidade organizar as coisas e convocar uma nova eleição, o que não aconteceu. A primeira medida que Getúlio Vargas tomou ao assumir o cargo foi o de cancelar a Constituição vigente.
Vendo o governo como autoritário e centralizador, os paulistas que estavam fora do poder criaram a Revolução Constitucionalista, com diversas manifestações ao longo de 1932.
O movimento armado pedia uma nova Constituição e a convocação de eleições. Mesmo tendo perdido, os paulistas sempre comemoram a data de 09 de julho porque em 1934 foi apresentada a nova Constituição Brasileira, a terceira do país.
O historiador Paim explicou que a escolha por Getúlio Vargas em todo esse processo se deve por sua figura carismática e populista.
Além do apoio das massas, no momento do rompimento da política do Café com Leite contou com Minas Gerais, que era o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, mais a aliança com os paraibanos e militares.