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Geral

Sem Segredo: maioria dos ouvintes apoia greve dos caminhoneiros, mas acha que 2018 será mais um ano perdido para o país

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A greve dos caminhoneiros, que durou 10 dias com bloqueios em vários pontos, parou o país e hoje as cidades já retomaram a sua rotina. A manifestação, que ganhou também o apoio do povo nos últimos dias em busca da justa redução dos combustíveis, entre outros fatores, demonstrou a fragilidade no sistema de transporte e o descontentamento do brasileiro. Por isso, o Sem Segredo de sábado (2) perguntou se 2018 será mais um ano perdido para o crescimento do país. Participaram do programa o economista e diretor da Ulbra de Carazinho, Gilmar Maroso e o professor Adriano José da Silva.

 

Na opinião dos ouvintes, 2018 é um ano que não evoluirá, já que o governo Federal parece não ter um planejamento adequado. Afirmaram que algumas ações tomadas pelo Executivo parecem ser por livre e espontânea vontade, o que não agrada grande parte da população. Sobre a greve dos caminhoneiros, a maioria dos ouvintes demonstrou apoio e declarou que ela expôs o poder de uma nação quando quer fazer um governo mudar, apesar de a pauta não ter atingido toda a sociedade.

 

O economista e diretor da Ulbra de Carazinho, Gilmar Maroso, explicou que, no ponto de vista técnico, não se pode afirmar que o ano está perdido. Segundo o economista, a crise atual desdobra-se muitos meses e vem sendo apresentada há mais de 32 trimestres, com momentos de alta e de queda, fazendo com que pareça que, em algumas vezes, o país vai decolar e em outras não. Como aspecto positivo, Maroso citou a desvalorização do real frente ao dólar. Segundo ele, muitos segmentos industriais que antes não eram competitivos, começam a alavancar o crescimento ou, pelo menos, não deixar a economia cair de vez. Maroso ressaltou que o Brasil é um dos países com melhor economia no mundo, mas falta o desenvolvimento dela.

 

O professor Adriano José da Silva vê como positivo o movimento dos caminhoneiros, mas chama a atenção ao desconhecimento da população sobre o governo e suas empresas estatais, ou sobre que tipo de país ela quer. Silva considera este um momento positivo para questionar quem é o dono da Petrobras de verdade e qual a influência que o governo exerce sobre a estatal, além de tentar descobrir qual o modelo de desenvolvimento que o povo deseja. Como 2018 é um ano eleitoral, Silva afirma que estes questionamentos deveriam pautar debates nas eleições, o que ele considera difícil de acontecer. Frisou que hoje ninguém fala do puxadinho tributário de isenções que virou o país.