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Geral

Novo dia de protestos: taxistas, motoboys e caminhoneiros param o centro da cidade

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A quinta-feira (24) foi novamente marcada por protestos em Passo Fundo. Como prometido pela categoria, os taxistas da cidade se uniram aos motoboys e caminhoneiros, fazendo um grande manifesto que parou o centro da cidade.

 

Os táxis saíram da Petrópolis e seguiram até o centro, quando se uniram às demais categorias, parando o fluxo de veículos, tendo adesão dos lojistas e da população. Muitas lojas baixaram as cortinas de ferro em apoio, enquanto a população aplaudia. Até mesmo homens à cavalo participaram, mostrando que o impacto dos combustíveis e impostos atinge a todos.

 

Nas paradas o apoio das pessoas foi massivo. A Uirapuru deu voz ao povo, que demonstrou estar cansado de pagar impostos enquanto cada vez mais escândalos atingem o país e afetam diretamente a população.

 

O ato durou cerca de 2h e após o grupo liberou o trânsito no Centro e seguiu em apoio aos caminhoneiros, que já eram mais de 400, até a BR-285, em frente ao Posto Buffon. A Uirapuru acompanhou o movimento na rodovia e conversou com o líder dos caminhoneiros no local, Ângelo Alérico. Ele falou emocionado do apoio que a sociedade está dando e reafirmou que o grupo não vai recuar até que o governo baixe os combustíveis a um valor aceitável, o que para eles é de no máximo R$ 2,80.

 

Também ontem os primeiros reflexos da greve foram sentidos na cidade. O abastecimento de combustível está sendo feito de forma lenta, pois os trens chegam até a cidade com o material, porém não há caminhoneiros para carregar.

 

Nos supermercados o impacto deve ser notado no sábado, com a falta de hortifrúti e carnes, produtos perecíveis que dependem de abastecimento semanal. O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados, Antônio Cesa Longo, se pronunciou sobre o quadro preocupante do abastecimento dos supermercados. Conforme ele, os produtos secos possuem um estoque, em média, de 15 dias. O prolema está nos perecíveis, que em muitos locais já estão faltando.

 

Antônio Cesa Longo espera que o governo Federal resolva a questão o quanto antes para restabelecer o abastecimento antes que a situação se agrave.