Vice-presidente do Simers afirma que médicos se afastam da rede pública por falta de plano de carreira
Uma das principais bandeiras defendidas pela atual gestão do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), o maior da América Latina, é a criação de uma carreira de estado para médicos em todo o país.
A entidade busca resgatar o protagonismo na política nacional, com um trabalho direcionado ao acompanhamento de projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional e que sejam de interesse dos médicos ou da saúde como um todo.
Na Uirapuru, o vice-presidente do Simers, Dr. Edson Prado Machado, explicou que atualmente, a carência de um plano que ofereça segurança aos profissionais na rede pública ocasiona a baixa procura de médicos para atuar nos municípios do interior.
Recentemente, a Prefeitura de Passo Fundo abriu um edital de contratação de novos profissionais para atuar na rede municipal, mas não conseguiu preencher as vagas pela falta de interessados.
Machado destacou que o Simers, em parceria com a Federação Nacional dos Médicos, já articula junto ao Ministério da Saúde a implantação de uma carreira médica em nível nacional, a exemplo do que ocorre com juízes e promotores.
Segundo o vice-presidente do Simers, se aprovado, os médicos terão as mesmas seguranças em todas as regiões do país em que trabalharem, independente da região. Os profissionais terão, ainda, a certeza do quanto ganharão, o tempo de permanência e a projeção de carreira.
Atualmente, o Simers conta com mais de 15 mil associados espontâneos e que prega a mudança de gestão, comportamento e enfoque.