Crise nos Correios: secretário de Assuntos Jurídicos da FENTECT quer recuperar confiança da população e afirma que problema está na gestão
O presidente interino dos Correios, Carlos Fortner, declarou recentemente que a decisão de fechar agências próximas umas das outras está mantida, mas que ainda analisa quais terão as atividades encerradas no Brasil. A diretoria da empresa aprovou em fevereiro, em reunião sigilosa, a proposta de fechamento de 513 agências e demissão de servidores. A notícia chama a atenção pelo fato dos Correios enfrentarem uma crise, principalmente em seus serviços prestados, com atrasos de encomendas e falta de trabalhadores.
Em entrevista na Uirapuru, o secretário de Assuntos Jurídicos da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios, Telégrafos e Similares (FENTECT), Evandro Leonir da Silva, afirmou que a população será impactada diretamente pelos fechamentos. O serviço, que já está comprometido, terá ainda mais dificuldade de ser cumprido. Revelou que em 2014 os Correios tinham 127 mil trabalhadores, enquanto que em 2018 são 105 mil.
Para Evandro, o problema é na gestão dos Correios, pois antes o que era dito pelo gestor era prejuízo, parte por conta do plano de saúde pago. Um pedido de investigação das contas da entidade já foi feito a fim de procurar onde está o rombo financeiro, se existe. Hoje a conversa é outra e a entidade revela até mesmo lucro.
Evandro afirmou que os trabalhadores dos Correios querem recuperar o prestígio e a confiança da população em um serviço que era referência de qualidade. No entanto, isso deve ficar além de questões políticas.