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Geral

Sem Segredo: maioria dos ouvintes acha que os idosos devem ser cuidados em casa

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Pesquisas recentes apontam para um crescimento acentuado da população muito idosa (80 anos ou mais) para as próximas décadas. As projeções para 2040 indicam que essa faixa etária responderá por um quarto da população idosa e cerca de 7% da população total, representando um contingente de aproximadamente 13,7 milhões. Isso se deve a redução da mortalidade em todas as idades. Por algum motivo, como a diminuição da capacidade cognitiva, física ou mental, muitos acabam parando em instituições que oferecem abrigo, residência e atendimentos na área da saúde.

Dados do Ministério do Desenvolvimento Social, mostram que desde 2012 o número de idosos em abrigos conveniados aos estados e municípios, a maioria em instituições de longa permanência, cresceu 33%. O número passou de 45.827 naquele ano para 60.939 em 2017. Esse dado representa apenas o total de acolhidos em instituições que recebem recursos ou têm vínculo com o Poder Público. A estimativa do Instituo de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) é de que 100 mil idosos estejam hoje em abrigos públicos e privados. Por isso, o tema foi abordado no programa Sem Segredo de sábado (22).

A maioria dos ouvintes não acha que o abrigo em casas de longa permanência é a melhor solução para cuidar dos idosos. Preferem que eles sejam cuidados em casa porque muitas vezes não se sabe nas mãos de quem estarão seus parentes. Acreditam que idosos não querem causar problemas para familiares e, na maioria das vezes, acabam se sujeitando a ficarem longe de quem amam pensando que estão atrapalhando.

O vereador Saul Spinelli declarou que houve um avanço em questões de políticas públicas de crianças porque o Poder Público e outras instituições realizaram uma força tarefa para que isso acontecesse. Ele acredita que o mesmo deveria ser feito para os idosos. Explicou que, ao longo do tempo, leis criaram instituições que vieram para melhorar o atendimento ao idoso, mas muitas acabaram engessando e encarecendo o funcionamento de instituições.

Saul acredita que o ideal seja o idoso ficar em casa, sendo cuidado pelos filhos e netos, já que acredita que eles não queiram deixar suas famílias. Porém, ressaltou que existem muitas situações onde o idoso será melhor acolhido em uma instituição, já que são altos os índices de violência contra o idoso dentro de casa.

O presidente da Fundação Beneficente Lucas Araújo, Luiz Costella, explicou há uma prerrogativa de que idoso é responsabilidade do Poder Público e família. Mesmo com a institucionalização, o dever de atendimento deles não pode ser retirado. Para que uma fundação seja procurada, Costella declarou que a família precisa esgotar suas possibilidades, já que é difícil manter um abrigo de idosos.

Segundo ele, em uma instituição de longa permanência um idoso custa, em média, cerca de R$ 3.220 por mês. Ele explicou que os recursos destas instituições chegam através do Estatuto do Idoso, que permite que 70% do benefício seja repassado para ajudar a instituição a se manter. Ainda há a ajuda do município e da comunidade.

Denúncias sobre maus tratos a idosos podem ser feitas pelo Disque 100 ou através dos números da delegacia 3314-1000 e 3311-9400. Ainda é possível entrar em contato com o Ministério Público pelo 3313-5330. Já o Conselho do Idoso atende pelo 9 8404-4776.