Médico alerta que casos de demência são recorrentes e demora para identificar sintomas iniciais dificulta tratamento
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a demência como uma síndrome caracterizada pela diminuição progressiva da capacidade cognitiva de uma pessoa, seja ela de memória, linguagem entre outros domínios.
A pessoa que desenvolve algum tipo de demência se torna cada vez mais dependente de terceiros para a vida em sociedade e para seus cuidados.
De acordo com a OMS, o número de pessoas vivendo com demência no mundo é de aproximadamente 35,6 milhões. Esse número deve dobrar até 2030 e mais do que triplicará em 2050, o que gera preocupação das autoridades de saúde.
Nesta semana, no programa Emoção, Afeto e Comportamento da Rádio Uirapuru, o doutor Érico Hecktheuer recebeu o neurocirurgião Nerio Azambuja para abordar os tipos de demência, os sintomas, tratamentos, fatores de risco de prevenção.
Segundo Azambuja, existem vários tipos de demência, sendo que 40% dos casos são de Alzheimer, considerada a mais comum. Outros 25% das doenças são causadas por acidentes vasculares que deixam sequelas. Existem ainda as demências do tipo Parkinson, em que cada uma apresenta suas particularidades e sintomas em um paciente.
Ao contrário do Alzheimer, algumas demências podem ser reversíveis, como as causadas em decorrência da Sífilis, doença sexualmente transmissível e que pode gerar complicações ao feto em gestantes.
O neurologista reforça que o diagnóstico precoce pode ser decisivo no tratamento da demência e na redução das sequelas. Neste caso, os familiares têm papel decisivo para observar os indícios de demência, já que dificilmente a pessoa que passa pela situação não percebe.
O principal sinal é a perda das memórias recentes, como esquecer situações simples do cotidiano ou repetir histórias vividas ao longo da vida.
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