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Educação

Aulas seguem suspensas na Escola Jerônimo Coelho até que encontro de pais com MP aconteça

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Devido ao episódio de violência registrado no último dia 17 do mês, onde um pai entrou na escola e agrediu um dos alunos no pátio da instituição, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Jerônimo Coelho decidiu suspender as aulas em todos os períodos: manhã, tarde e noite. A medida já vinha sendo tomada desde o início da outra semana.

Na tarde da última quarta-feira (22) pais e alunos realizaram um protesto em frente a Escola pedindo mais segurança e decidiram que as aulas ficariam suspensas até hoje (27).

Em entrevista na Uirapuru, a diretora da escola, Verlânia Ferrão, explicou que o fechamento foi necessário para discutir com a comunidade escolar medidas a serem tomadas para que a situação não se repita. Explicou ainda que o caso foi pontual e a escola não registra violência deste tipo.

O responsável pela Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar (Cipave), Robson, explicou que são realizados trabalhos desde o ano passado na Escola buscando diminuir os casos de violência dentro da instituição. Falando do caso de agressão em específico, o representante disse que há, pelo menos, dois anos se tem histórico de desentendimentos e ameaças do policial militar da reserva que agrediu um estudante dentro da escola.

A Promotoria do Ministério Público foi acionada para que tome providências quanto a essa situação, porém, na tarde de quarta-feira, não pode comparecer, ficando agendado para esta segunda-feira uma reunião entre pais e MP. Sendo assim, ficou decidido que até o encontro não acontecer e as duas famílias envolvidas no episódio serem afastadas da escola, as aulas não serão retomadas.

A diretora da escola, Verlânia Ferrão, afirmou que os professores estão preocupados com o andamento do ano letivo e, na opinião deles, as aulas deveriam ser retomadas, porém respeitam a decisão dos pais. A diretora informou que muitos alunos estão traumatizados com o que aconteceu na instituição, mas a escola não tem como prestar apoio psicológico.