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Política

Sem Segredo: para a maioria dos ouvintes, é possível virar o jogo e fazer o Brasil crescer neste ano

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Nesta semana o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse, durante audiência pública no Congresso Nacional, que a falta das reformas gera um cenário de incertezas que afeta investimentos e crescimento. A redução no índice de crescimento da economia, assim como a reforma da Previdência, foi tema do Sem Segredo de sábado (18).

Para a maioria dos ouvintes a reforma da Previdência é necessária sob o risco de o Brasil se tornar uma Venezuela em cinco ou seis anos. Mas frisaram que se o dinheiro roubado por políticos corruptos fosse devolvido resolveria todos os problemas da Previdência. Quanto ao crescimento econômico do Brasil, a maioria acha que é possível virar o jogo e fazer o Brasil crescer ainda neste ano, mas acreditam que o comando do país tem que sair das mãos do Congresso Nacional e retornar ao presidente.

O advogado Dr. Dárcio Vieira Marques acredita que o governo vai reverter a situação econômica atual. Disse que há uma confiança no país e os empresários estão querendo investir. O jurista contou que os estrangeiros enxergam no Brasil um grande espaço de oportunidades para produzir, o que está faltando é nós darmos mais estabilidade e segurança jurídica a eles. Outro aspecto que precisa ser mudado, na visão do jurista, é o jogo de especuladores financeiros, no qual o dólar sobe um pouco e já reflete na saída de investimentos.

O professor Adriano José da Silva acredita que o governo tem ainda oportunidades de aglutinar a sua base e de fazer um consenso político. Afirmou que a política é a arte da negociação. O professor disse que até o final do ano ainda dará crédito ao presidente Jair Bolsonaro porque tem toda a justificativa de que o orçamento veio do governo passado e há uma curva de aprendizado pela frente. Mas, frisou que é necessário entender que um presidente do país precisa ser o grande líder e o grande vetor de ancoragem para o futuro e, nesse momento, parece que Bolsonaro fala somente para os seus eleitores e isso está refletindo em uma insegurança jurídica.