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Quais os planos do PT para a Câmara de Vereadores e a Prefeitura de Passo Fundo em 2020?

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Enquanto partidos localizados mais ao centro do quadrante ideológico político já falam abertamente em pré-candidaturas e se movimentam em relação a eleição de 2020, o Partido dos Trabalhadores (PT) parece atuar pelos bastidores, sem se manifestar na linha de frente da disputa por cargos eletivos.

O forte sentimento de antipetismo afetou em cheio a legenda em terras passo-fundenses no pleito de 2016, assim como em todo o país, e colaborou para que o partido perdesse toda a bancada da Câmara de Vereadores. A sombra deste fenômeno ainda pode ter reflexos na disputa do ano que vem.

No ano passado, por exemplo, a caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sequer conseguiu ingressar em Passo Fundo, o que demandou a mudança de planos para que Lula pudesse seguir com a agenda pelo sul do país.

Lideranças petistas afirmam que o foco nas próximas eleições é retomar o espaço perdido no Legislativo Municipal. Na legislatura 2012/2016, o PT chegou a ter uma das maiores bancadas, com 4 vereadores. A intenção é retomar ao menos metade deste número nostálgico para a legenda.

Entre os nomes cotados para a nominata estão o do ex-vereador e candidato à Prefeitura em 2016, Rui Lorenzato, que na época recebeu 5.440 votos. Ainda, o PT deve lançar Valéria Lorenzato, Neri Gomes e Mariniza dos Santos para concorrer ao Legislativo. Estes quatro seriam candidatos “naturais”.

Novamente, os petistas deverão lançar candidato a majoritária. Sobre esse assunto, o partido faz mistério, mas as informações que correm pelos bastidores convergem na figura de Jaime Giolo, atual reitor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Ainda, a pré-candidatura é considerada extraoficial. Outros nomes também são analisados.

Por fim, ainda que nenhuma movimentação indique qualquer ação prática no momento, o PT projeta estabelecer o que chama de “diálogo histórico” com a esquerda e buscar partidos como o PCdoB e o PSOL, na tentativa de estruturar uma alternativa a ascensão de chapas de centro-direita que deverão concorrer ao Executivo no ano que vem.

O ano de 2020, com certeza, testará a credibilidade da esquerda após todo o contexto vivido pelo país nos últimos anos. A palavra de ordem deverá ser “reinvenção”. Ou é isso, ou serão mais quatro anos de pouca representação.

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