Do PCdoB ao PSL: a guinada ideológica do vereador Renato Tiecher
Na foto em que aparece ao lado do deputado federal e vice-presidente estadual do PSL, Bibo Nunes, o vereador passo-fundense Renato Tiecher sorri e ostenta com semblante de orgulho a ficha de filiação. No fundo, a foto oficial do presidente da República, Jair Bolsonaro, auxilia na composição da fotografia. Tchêquinho viajou a Porto Alegre nesta segunda-feira (06) para confirmar o ingresso na legenda. A ida para o partido não foi surpresa e era esperada, já que durante a eleição de 2018, o parlamentar mostrou forte simpatia por Bolsonaro, na época candidato à presidência da República.
Foi justamente por conta dos polêmicos posicionamentos que Tchêquinho foi expulso do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em março deste ano. Na época, o PSB justificou a expulsão do vereador a partir de um posicionamento nacional da legenda que impedia o apoio e a manifestação pública de filiados do Partido aos candidatos de ultra-direita, vetando rigorosamente o apoio à candidatura de Jair Bolsonaro.
Nos últimos sete anos, esta é a quarta troca de partido de Tchêquinho. O parlamentar foi eleito pela primeira vez em 2012, quando recebeu 992 votos pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Após a criação da nova sigla partidária Solidariedade (SDD) em 2013, deixou os comunistas e ingressou novo partido político. Na eleição de 2016, o parlamentar concorreu novamente à Câmara de Vereadores, porém pelo PSB, agremiação na qual permaneceu até ser expulso.
Antes da abertura das janelas partidárias, nenhum parlamentar pode trocar de legenda, na condição de perder o mandato caso o faça. No caso de Tchêquinho, como foi expulso do PSB por conduta inadequada, a legislação prevê esta exceção, o que viabilizou a filiação ao PSL.
Segundo o parlamentar, ele se torna o primeiro vereador no Rio Grande do Sul pelo PSL.
Toda essa movimentação não deixa de chamar a atenção, já que as bandeiras partidárias defendidas pelo PCdoB, primeiro partido de Tchêquinho, e as do PSL, nova sigla do vereador, são bastante distintas. Em sete anos, tudo pode mudar. A prova disso está aí…