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Economia

Parcelamento da dívida com cheque especial pode ser armadilha e usuário deve ter cuidado, avalia economista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou na última terça-feira (10) a mudança no regulamento sobre o uso do cheque especial, visando diminuir o endividamento da população. A regra entra em vigor no dia 1º de julho e obriga os bancos a oferecerem, em qualquer momento, opções de pagamento da dívida na forma parcelada. A federação quer que esta seja uma medida mais vantajosa do que a cobrada pelo banco, mas não esclarece como vai controlar este parcelamento ou suas taxas de juro.

 

Em entrevista na Uirapuru, o economista Julcemar Zilli explicou que o grande problema está nos juros cobrados dentro do cheque especial. Na sua avaliação, somente baixando os juros é que o cliente terá vantagem. Outro ponto destacado pelo economista é que os Bancos poderão decidir se, durante o parcelamento, mantém o limite ativo, o que pode causar novo endividamento e ser uma armadilha a quem não tem controle de seus gastos, alerta Julcemar.