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Educação

Dívidas do FIES: para ex-reitor da UPF, governo deveria fazer parceria com universidades para gerenciar cobranças

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Começou ontem (29) o prazo para a renegociação das dívidas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o programa de crédito para o ensino superior do governo federal. Estudantes que fizeram o contrato do Fies até o 2º semestre de 2017 terão até o dia 29 de julho deste ano para entrar com pedido de renegociação da dívida. Mais de 500 mil estudantes estão com parcelas atrasadas há mais de três meses. Passo Fundo viveu de forma intensa o início do FIES, onde milhares contrataram o programa para estudar, mas desde 2017 devido à redução de oferta deste programa muitas universidades apelaram para outras soluções.

Em entrevista na Uirapuru, o ex-reitor da Universidade de Passo Fundo – UPF e que esteve à frente da instituição durante o auge do FIES, José Carlos Carles de Souza, disse que o programa é muito importante para inserir os estudantes no ensino superior, porém a gestão deixa a desejar. Disse que embora os alunos consigam ter uma formação, com a crise econômica instalada no país, nem todos que saem da universidade conseguem emprego e consequentemente recursos financeiros para devolver o financiamento.

José Carlos falou que o Ministério da Educação (MEC) fará o esforço de renegociar os atrasados para reinvestir o arrecadado no próprio FIES. Ele lembrou que a UPF criou um modelo próprio de financiamento estudantil que é menos burocrático e não depende de um sistema nacional. O financiamento é realizado diretamente com a instituição tornando mais fácil e rápido o aporte financeiro para o estudante.

Para o ex-reitor, o principal fator da inadimplência é a inoperância do sistema de cobrança, pois vários alunos procuravam a UPF para quitar a parcela e os Bancos não encontravam os dados para quitação. Lembrou que há casos de estudantes que concluem sua formação e simplesmente não quitam a dívida, mas, em geral, isso não acontece. Portanto, na opinião de José Carlos, é necessário que o governo tenha as instituições como parceiras para realizar a cobrança dos valores e gerenciar os financiamentos.